Embora pesquisas indiquem que a desaprovação do atual governo Lula persista, em Goiânia na terça-feira (9), o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), que é também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, enfatizou os bons resultados econômicos do governo. Alckmin disse que haverá um “impulso grande na atividade econômica neste ano”.
Segundo o ministro, é preciso “destacar o bom momento que nós estamos vivendo”. Ele analisou o contexto econômico explicando: “Geralmente na economia, quando a inflação está baixa, o desemprego está alto. Quando o desemprego está baixo, a inflação está alta. Chama-se taxa de desconforto. Nós estamos com a menor taxa de desconforto”.
Depois, prosseguiu citando que o país está com inflação abaixo do teto da meta, 4,2%, com inflação de alimentos de menos de 3%, e com taxa de desocupação de 5,1%. “Então é a menor taxa de desemprego com a menor taxa de inflação. E de outro lado, este mês agora, esta semana que passou, quem recebeu o salário, quem ganha até 5 mil reais, não teve mais desconto do imposto de renda”, lembrou.
Geraldo Alckmin frisou que a novidade do governo Lula referente à redução de impostos dos que recebem menores salários reflete positivamente na economia. “É um ganho de renda para o trabalhador, para a trabalhadora, e isso deve injetar na economia R$ 28 bilhões este ano”, apontou.
Ele veio para o ato de filiação da vereadora Aava Santiago no PSB.
Candidatura à reeleição
O ministro atualmente está em posição indefinida sobre candidatura à reeleição na chapa de Lula que articula com outros partidos tentando se fortalecer. No evento desta terça, o presidente nacional do PSB, João Campos, disse que se reuniu a esse respeito com o presidente pouco antes de vir para Goiânia. Demonstrando felicidade com a reunião, ele, no entanto, não revelou o resultado. Nos bastidores, Alckmin é cotado para disputar o governo de São Paulo, mas vários jornais informam que ele descarta essa hipótese.
Opinião não reflete os números
Os números destacados pelo ministro, mostram um paradoxo em relação ao julgamento atual sobre o governo. Eles não se refletem na aprovação do governo Lula mesmo com ajustes na comunicação para divulgar esses resultados, promovida nos últimos meses. A desaprovação do governo se manteve em 49%, contra 47% de aprovação, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada no final de janeiro.
Pesquisa CNT/MDA divulgada em novembro também mostrava uma avaliação negativa maior que a positiva, ainda que em baixa. O índice de avaliação negativa diminuiu de 40% (em setembro) para 36%, porém continua superando a positiva que chegava a 34%.
Por outro lado, como mostrou análise publicada no Diário de Goiás no início e fevereiro, “levantamentos do Instituto Datafolha, cruzados com resultados eleitorais oficiais e análises históricas, revelam que aprovação é fotografia e a eleição é filme”, ou seja, nem sempre um governo bem avaliado representa vitória garantida nas urnas.
Leia mais sobre: Desaprovação / Eleições 2026 / Geraldo Alckmin / Governo Lula / Economia / Política

