26 de maio de 2022
Economia

Em dia de manifestação, repartições públicas federais funcionam normalmente em Goiás

Ato de servidores pede reajuste. (Foto: ADPF)
Ato de servidores pede reajuste. (Foto: ADPF)

Servidores públicos federais realizam nesta terça-feira (18) um ato para reivindicar reajuste salarial e reestruturação de carreiras. São mais de 40 categorias, que farão duas movimentações. A primeira, pela manhã, no Banco Central. À tarde, a manifestação ocorre em frente ao Ministério da Economia.

Em Goiás, porém, não há paralisação. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado de Goiás (Sintsep-GO), todas as repartições funcionam normalmente. Alguns servidores, no entanto, se deslocaram de carro para Brasília para engrossar a manifestação. “Não alugamos ônibus, mas algumas pessoas se deslocaram de carro. Hoje, praticamente todos estão trabalhando normalmente”, disse o presidente do Sintsep-GO, Ademar Rodrigues.

A entidade também apoia a reivindicação nacional. Rodrigues diz que não há reajuste desde 2017. “De lá para cá, os servidores estão sem reajuste e sofrendo com as perdas. Pedimos de 28% a 29% para cobri-las”, destacou.

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Na próxima segunda-feira (24), o Sintsep-GO fará um ato, tradicional para a data, na Praça dos Bandeirantes. Segundo o presidente, a manifestação marca o Dia Nacional dos Aposentados. Na data, os servidores também vão colocar em pauta o pedido de reajuste.

O que querem os servidores

Categorias de servidores federais pressionam por reajuste e ameaçam paralisação para fevereiro. Há indicativo de greve geral para o próximo mês, além de atos nos dias 25 e 26 de janeiro.

O presidente Jair Bolsonaro prometeu reajuste à polícia. Por isso, categorias ligadas à segurança não aderiram ao movimento. Mas servidores do Banco Central, Receita Federal, Tesouro Nacional, professores, auditores fiscais agropecuários, entidades ligadas aos Poderes Legislativo e Judiciário e outras engrossam o ato.

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De maneira geral, os servidores pedem a recomposição da inflação nos anos em que os salários ficaram congelados. A maioria do funcionalismo teve o último reajuste em 2017, mas algumas categorias receberam aumento em 2019. Na iniciativa privada, em que não há privilégio como a estabilidade no emprego, os reajustes nos últimos anos também não recompuseram a inflação.

Entre 2017 e 2021, o IPCA acumulou alta de 28,15%. Cada 1 ponto porcentual de reajuste linear para os servidores federais, custaria entre R$ 3 e R$ 4 bilhões para os cofres públicos, nos cálculos do diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), Felipe Salto.

Há, ainda, demandas específicas, como:

– Receita Federal: regulamentação do bônus de eficiência da categoria e recomposição dos cortes no Orçamento;

– Policiais: reestruturação das carreiras com reajuste salarial sem porcentual definido;

– Banco Central: Reajuste de 26,3%, além de reestruturação da carreira de analistas e técnicos do órgão. Há questões previdenciárias, além de relacionadas aos requisitos de admissão de servidores no órgão;

– Professores e outras categorias: Em um primeiro momento, buscam a recomposição das perdas inflacionárias no governo Bolsonaro, de 19,99%;

– Categorias do Judiciário (SindJus): Reajuste de 28%, que representa as perdas inflacionárias desde o último reajuste, em 2017.

*Com Estadão Conteúdo