08 de setembro de 2026
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Em convenção marcada por recados ao Congresso, Lula oficializa candidatura à Presidência, em São Paulo

Com chapa repetida ao lado de Alckmin, petista impôs condição ética a eleitores, criticou emendas parlamentares e projetou defesa da soberania nacional
Lula oficializou a candidatura à reeleição durante convenção partidária do PT, em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert
Lula oficializou a candidatura à reeleição durante convenção partidária do PT, em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert

Neste domingo (2), o cenário político nacional se movimentou, em , com a oficialização da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), realizada no Expo Center Norte, na capital paulista. Aos 80 anos, o atual presidente busca um feito inédito: conquistar o seu quarto mandato presidencial. Para a disputa de 2026, Lula manteve a composição vitoriosa de 2022, tendo Geraldo Alckmin (PSB) novamente como candidato a vice-presidente.

Um dos momentos de maior impacto no discurso de Lula foi o endurecimento do tom contra a violência doméstica. O presidente foi enfático ao declarar que não aceita o apoio de quem agride mulheres.

Se bater na mulher, não precisa votar em mim. Pega a sua mão e vota em quem você quiser.

Ele reconheceu que, embora seu governo tenha avançado em medidas protetivas, o país ainda precisa de evolução ética. “Deus levou sete dias para fazer o e ainda não acabou, porque só vai acabar no dia em que a gente acabar com gente ruim no mundo, sobretudo com a violência de homem contra a mulher nesse país”, pontuou o candidato.

Confronto com o Legislativo e Poder Executivo

Lula aproveitou o para sinalizar que sua eventual nova gestão será pautada por uma “briga democrática” para restaurar prerrogativas do cargo de presidente. Ele manifestou insatisfação com o atual peso das emendas parlamentares e com a perda de autonomia do Executivo em indicações estratégicas.

Minha quarta é para mudar muita coisa nesse país, vai ter briga com emenda parlamentar, com papel que hoje tem o Legislativo.

O petista demonstrou preocupação com o esvaziamento do poder da Presidência. “Não posso permitir que o presidente da República vá perdendo seus direitos, de indicar agência, de indicar ministro da Suprema Corte, do Cade… Qual é o direito que vai ter o presidente? Nenhum”. Além disso, teceu críticas ao modelo de financiamento político atual, afirmando que o “negócio de fundo partidário não me agrada, porque está levando os partidos para promiscuidade”.

Multa por discurso na Bahia

Apesar da celebração, o tom do evento foi mais voltado à militância e buscou ser discreto para não inflamar ainda mais as disputas jurídicas sobre propaganda antecipada. Lula chegou a comentar sobre possíveis sanções por falas recentes na , onde pediu votos antes do prazo legal de 16 de agosto.

O campeonato vai começar agora. Eu não posso nem dizer que eu sou candidato. Eu vou ser multado pelo que falei na Bahia. Não pode pedir voto. Eu não devia ter pedido, só pode depois do dia 15.

A coligação que apoia o petista é robusta, reunindo a Federação PT/PV/PCdoB, além de PSB, PDT e a Federação PSOL/Rede. O lançamento oficial de massa da campanha está agendado para o dia 16 de agosto, em São Bernardo do Campo, berço político de Lula, onde se espera a presença de 30 mil apoiadores.


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