07 de agosto de 2022
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Henrique Meirelles declara voto em Lula em cenário contra Bolsonaro

Economista declara voto em Lula, se tivesse de optar entre petista e Bolsonaro
Henrique Meirelles, esteve frente ao Banco Central, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Agência Brasil)
Henrique Meirelles, esteve frente ao Banco Central, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Agência Brasil)

O ex-ministro da Fazenda e economista Henrique Meirelles (União Brasil-GO) que chegou a fazer pré-campanha em Goiás para o cargo de Senador pelo PSD diz que não postula ser vice na reeleição do governador Rodrigo Garcia (PSDB) em São Paulo. Em uma longa entrevista à Revista Istoé, pincela críticas ao governo do presidente Jair Bolsonaro, destaca sua atuação quando esteve à frente do Ministério da Fazenda, a importância do teto de gastos para controle da inflação em 2016 e crava que se tivesse de escolher entre Lula e Bolsonaro, escolheria o petista.

“Lula, apesar de a campanha dele estar fazendo críticas equivocadas ao teto de gastos. Comparando as gestões do Lula e a do Bolsonaro, os anos de 2003 e 2010, quando fui presidente do Banco Central, foram os melhores da história recente, com crescimento, inclusão social e responsabilidade”, destacou o economista. Quanto as críticas ao teto de gastos? “Espero que a realidade prevaleça novamente”, salienta.

O ex-ministro comentou como seria o cenário de um eventual governo liderado pelo petista. “Não há dúvida que será uma situação econômica muito difícil e que exigirá medidas fortes logo no início do governo”, destacou. Meirelles inclusive, saiu em defesa da manutenção do teto de gastos, atacada tanto por Lula quanto por Bolsonaro.

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“Não vejo necessidade de nenhuma modificação no teto de gastos. A Constituição define que em 2026 ele pode ser renovado ou modificado […] O que precisa ser feito é respeitar o teto de gastos. […] O teto de gastos foi muito desrespeitado nos últimos três anos e, mesmo assim, fez efeito. Repare: nos últimos dias, a curva de juros futuros subiu porque o mercado percebeu a ‘PEC Kamikaze’ deu ao governo R$ 41 bilhões em gastos eleitoreiros fora do teto de gastos. Ficou claro que o governo está sendo leniente na política fiscal”, destacou.

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