28 de maio de 2024
Notícias do Estado

Em busca de recolocação profissional, brasileiros estão aderindo aos cursos profissionalizantes

Caucasian woman is doing online lessons at the laptop smiling while writing something sitting on the floor
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Houve aumento na procura por cursos profissionalizantes no Brasil, de acordo com o mais recente dado do Censo Escolar da Educação Básica, elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ao passo que aumentou, também, o número de estudantes que não estudam nem trabalham, o que os inserem no grupo chamado de “nem-nem”.

O número de nem-nem atingiu recorde no último trimestre, superando números de jovens desempregados e sem vínculo estudantil nos últimos oito anos, segundo dados da pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A pesquisa indica que o aumento é motivado pelo desemprego.

De acordo com o levantamento da FGV, os maiores percentuais desse grupo, no último trimestre de 2020, estavam entre mulheres (31,29%), pretos (29,09%), moradores do Nordeste (32%) e de periferia das maiores metrópoles brasileiras (27,41%), chefes de família (27,39%) e pessoas sem instrução (66,81%).

Para conseguir um rápido retorno ao mercado de trabalho, muitas pessoas buscam os cursos profissionalizantes, o que explica o aumento na procura por essa modalidade de ensino nos últimos anos. Apesar do avanço, o número ainda é inferior ao de outros países como a Alemanha.

O que são cursos profissionalizantes

Os cursos profissionalizantes são voltados para o rápido ingresso no mercado de trabalho e, normalmente, são oferecidos junto ou após o ensino médio. Essa modalidade de ensino capacita aluno para uma determinada profissão, por isso as aulas são focadas em uma área e possuem curta duração.

Por meio de um curso profissionalizante é possível seguir carreira em uma área sem o ensino superior, se profissionalizar e atualizar os conhecimentos para se inserir no mercado de trabalho.

Dentre os cursos profissionalizantes que estão em alta no Brasil, destacam-se:

-Ajudante de laboratório

-Confeitaria

-Eletricista

-Atendimento e Recepção em Hotelaria

– Informática

-Marcenaria

– Cozinheiro

Duração dos cursos profissionalizantes

Como os conteúdos são voltados para a prática, os cursos profissionalizantes têm duração média de um a dois anos. Contudo, independentemente do tempo de cada curso, todos possuem grade curricular elaborada pelas empresas, a fim de garantir a sintonia entre os estudantes que entram no mercado de trabalho e as corporações.

Os cursos profissionais são comumente indicados para quem quer conseguir o primeiro emprego, assim como para quem já tem experiência e quer mudar de área. Em alguns casos, a remuneração das profissões técnicas pode ser maior do que as de ensino superior.

Curso profissionalizante x graduação

O que diferencia um curso profissionalizante de uma graduação são o foco na área de atuação, o tempo de formação e o nível de escolaridade.

Para começar uma graduação o estudante precisa ter concluído o ensino médio. Já o curso profissionalizante dispensa essa exigência.

Além disso, para fazer faculdade é preciso prestar vestibular ou fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o que não é necessário para o curso profissionalizante.

Outro quesito que deve ser levado em consideração na escolha é o tempo de duração de cada curso. Enquanto é possível concluir um curso profissionalizante em até dois anos, na faculdade o período de formação é a partir de quatro anos.

Outra diferença está na abordagem dos conteúdos. Na graduação, o foco é abrangente e dividido entre teórico e prático. Na profissionalização, as aulas costumam ser mais práticas com foco no mercado de trabalho.

Bolsas de estudo para cursos profissionalizantes

Uma das maiores diferenças entre o curso profissionalizante e a graduação está no preço. As mensalidades de uma faculdade nem sempre são acessíveis para todos os estudantes. Nessa comparação, os cursos profissionalizantes são mais procurados por terem preços mais baixos. É possível fazer um curso profissionalizante pagando R$24, por exemplo, em cursos on-line com bolsas de estudo do Educa Mais Brasil.

Se o interesse é mesmo a graduação, também é possível economizar na mensalidade por meio de bolsas de estudo para o ensino superior oferecidos por programas de inclusão educacional.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil


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