15 de julho de 2026
Esportes • atualizado em 13/06/2026 às 18:48

Dunga defende convicções de Ancelotti e fala sobre pressão da Copa do Mundo

Ex-Jogador Dunga - Seleção Brasileira (Foto - Instagram)
Ex-Jogador Dunga - Seleção Brasileira (Foto - Instagram)

Campeão do mundo com a Seleção Brasileira em 1994 e técnico do Brasil na Copa do Mundo de 2010, Dunga sabe como poucos o que representa disputar um Mundial vestindo a camisa amarela. Às vésperas da estreia da equipe comandada por Carlo Ancelotti diante de Marrocos, neste sábado, às 19 horas (de Brasília), o ex-volante falou sobre a expectativa para o início da caminhada brasileira na Copa do Mundo de 2026 e destacou a importância da personalidade dos jogadores em momentos decisivos.

Para Dunga, a pressão que envolve a Seleção Brasileira faz parte da história da equipe e deve ser encarada de forma natural pelos atletas. “A gente vai para a Copa do Mundo com uma pressão boa. Jogar em estádio cheio, o mundo todo te olhando, a responsabilidade da Seleção Brasileira. Nós temos uma mentalidade que tem que ser campeão. Já tivemos um trabalho de dois anos, já deu para conhecer os jogadores e agora é colocar tudo em campo”, afirmou.

O ex-capitão do tetra também saiu em defesa das convicções de Carlo Ancelotti e da comissão técnica brasileira. Segundo ele, as avaliações sobre elenco, escalação e escolhas devem respeitar quem acompanha os atletas diariamente. “Às vezes a gente fica dando opinião sobre um ou outro jogador, mas quem está no dia a dia, quem sabe quem está dando resposta para aquilo que a seleção precisa é o Ancelotti. Nós temos que cobrar em cima daquilo que ele propôs para nós”, destacou.

Questionado sobre a ausência de Neymar entre os convocados para a Copa do Mundo, Dunga evitou críticas e ressaltou que a decisão passou por critérios técnicos e médicos. “O Neymar tecnicamente é indiscutível. Quem convocou ou deixou de convocar sabe das condições dele. A comissão técnica, o departamento médico e a preparação física analisam tudo. Foi assim em 2002 com Ronaldo e Rivaldo, quando havia dúvidas e a comissão técnica assumiu aquela responsabilidade”, explicou.

Dunga também falou sobre a ansiedade vivida pelos jogadores antes de uma estreia em Copa do Mundo. Segundo ele, o desejo dos atletas é que a bola role logo. “Os jogadores querem jogar, querem entrar em campo. Ficam pensando no adversário, nas informações que receberam e naquilo que o treinador pediu. Você mentaliza tudo para chegar no jogo e colocar em prática”, comentou.

Por fim, o ex-treinador da Seleção destacou que talento sozinho não é suficiente para conquistar uma Copa do Mundo. “Tem uma coisa que vai além do futebol. Tem que ter coragem e personalidade. Não adianta a gente achar que o jogador é bom. Ele precisa ter coragem para executar aquilo que sabe fazer dentro de campo”, concluiu Dunga. Após o duelo contra Marrocos, o Brasil ainda enfrentará Haiti e Escócia na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026.


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