As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentaram a repercussão da polêmica envolvendo a expulsão do atacante Folarin Balogun na Copa do Mundo. Em entrevista coletiva na Casa Branca, Trump confirmou que conversou com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, para pedir a revisão da punição aplicada pelo árbitro brasileiro Raphael Claus na vitória americana sobre a Bósnia pela 2ª Fase da competição internacional.
Ao justificar seu posicionamento, Trump fez duras críticas ao árbitro brasileiro e colocou em dúvida sua atuação. “Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado”, afirmou o presidente norte-americano. Segundo reportagem do The New York Times, Trump também mencionou antigas acusações contra Claus, embora essas investigações nunca tenham encontrado qualquer evidência ou resultado em punição ao árbitro.
Poucas horas depois, a FIFA anunciou a suspensão, por um período probatório de um ano, do cumprimento automático da punição aplicada a Balogun. Na prática, o atacante foi liberado para disputar as oitavas de final da Copa do Mundo, onde os Estados Unidos vão enfrentar a Bélgica. A entidade utilizou o artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA, que permite suspender total ou parcialmente a aplicação de uma sanção disciplinar em situações específicas.
A decisão provocou forte repercussão no futebol mundial. Enquanto Trump comemorou a medida – “Obrigado, FIFA, por fazer a coisa certa e reverter uma grande injustiça” – a mudança de entendimento da entidade também gerou questionamentos sobre a independência das decisões disciplinares após a confirmação de que o presidente dos Estados Unidos entrou em contato diretamente com Gianni Infantino para tratar do caso.
Leia mais sobre: Copa do Mundo 2026 / Esportes
