13 de julho de 2024
Discurso fúnebre • atualizado em 22/02/2023 às 16:00

Dona Íris deixa um “legado íntegro e edificante” para todos, afirma Ana Paula

Empresária destaca trajetória política da mãe
Ana Paula Rezende, ao lado dos irmãos, Adriana Rezende e Cristiano Rezende no velório da mãe (Foto: Altair Tavares/DG)
Ana Paula Rezende, ao lado dos irmãos, Adriana Rezende e Cristiano Rezende no velório da mãe (Foto: Altair Tavares/DG)

Em um discurso emocionante, na abertura do velório da ex-deputada federal, Iris de Araújo, a filha Ana Paula Rezende destacou que o legado político e “íntegro, edificante e inspirador” que a mãe deixava. “Ela foi a voz de muitos e foi amor para nós. Sei que ela está em paz, com Deus e meu pai”, pontuou na manhã desta quarta-feira (22/02). 

“Deixa um legado íntegro, edificante, inspirador para nós, filhos, netos e povo. Ela deixa o exemplo de uma mulher forte, destemida e muito querida. Ela cultivou amigos e lutou pelas mulheres e crianças. Pelos que mais precisavam. Ela foi a voz de muitos e foi amor para nós. Sei que ela está em paz, com Deus e meu pai. O meu sentimento hoje, maior do que a dor, é de gratidão a Deus. Muita gratidão a Deus. Pelo privilégio de tê-los tão perto.”

Ana Paula Rezende em discurso no velório da mãe

Dona Iris de Araújo faleceu nesta terça-feira (21/02) vítima de complicações pulmonares decorrentes de uma cirurgia feita no último domingo (19/02). A morte ocorreu um ano e três meses após a partida do ex-prefeito Iris Rezende Machado que foi casado com a ex-deputada federal por 57 anos. “A saudade doía muito nela. Acho que mais do que qualquer outro, agora eles estão juntos novamente. Rindo e contando histórias, revivendo orgulhosos a construção da nossa família que é unida pelo amor e pela fé em Deus”, pontuou.

Tanto tempo juntos, fez com que dividissem histórias e participassem da construção da trajetória um do outro, avaliou Ana Paula. “É difícil falar da minha mãe sem lembrar do meu pai. Como não existia Íris sem Dona e Dona Iris sem Iris ao lado. Minha mãe ajudou meu pai a fazer a história dele e ele ajudou ela a fazer a história dela”, ponderou.

Ana Paula ainda pontuou o simbolismo por trás do velório ter sido realizado no Paço Municipal. “Não poderia ser em outro lugar. É como se a gente tivesse sido criado nesse meio. E daí a gente lembrou que minha mãe quando foi primeira-dama pela primeira vez ela tinha 22 anos. Os dois finalizaram a carreira política, ele como prefeita e ela como primeira-dama. Eu me sinto acolhida e abraçada aqui”, destacou.


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Domingos Ketelbey

Jornalista e editor do Diário de Goiás. Escreve sobre tudo e também sobre mobilidade urbana, cultura e política. Apaixonado por jornalismo literário, cafés e conversas de botequim.