28 de fevereiro de 2024
Cidades • atualizado em 02/10/2020 às 17:00

Dois são presos suspeitos de aplicar ‘golpe do motoboy’ no Vale do São Patrício e norte de Goiás

Suspeito de aplicar golpe do motoboy sai com cartão de crédito da vítima em mãos em Ceres. (Foto: Reprodução/Polícia Civil)
Suspeito de aplicar golpe do motoboy sai com cartão de crédito da vítima em mãos em Ceres. (Foto: Reprodução/Polícia Civil)

Dois suspeitos de estelionato, usando o ‘golpe do motoboy’, foram presos nesta semana pela Polícia Militar, em Mara Rosa, no norte goiano. Segundo as investigações, eles cometeram crimes também em outros municípios da região e do Vale do São Patrício, entre os dias 12 e 15 de junho. Além da prisão em flagrante, a PM apreendeu quatro máquinas de cartão de crédito com a dupla.

A Polícia Civil começou a investigar o caso após o registro de seis estelionatos em Ceres, no dia 12 de junho. Por registros de câmeras de segurança, policiais flagraram um suspeito em um GM Ônix, utilizado pela associação criminosa para dar o golpe. Além disso, os agentes mapearam as máquinas de cartões que eram usadas pelos suspeitos.

Após a prisão, os dois foram interrogados e, conforme a Polícia Civil, confessaram quatro crimes de estelionato em Ceres. Eles revelaram que vieram do estado de São Paulo, a mando de outros integrantes do grupo ainda não identificados, para praticar os golpes na região.

Veja quando os suspeitos buscam cartão de uma vítima em Ceres

O delegado Matheus Costa Melo, responsável pela investigação, informou que uma das máquinas de cartão apreendidas estava cadastrada em nome de um dos suspeitos, com uma conta do Banco do Brasil a ela vinculada. “Trata-se de extensa associação criminosa oriunda de São Paulo e outros indivíduos podem estar na região praticando o mesmo golpe”.

O golpe

O golpe do motoboy ganhou força durante a epidemia de Covid-19. A vítima, geralmente idosa, recebe ligação telefônica dos golpistas, em regra, para um telefone fixo, que fazem-na acreditar que seu cartão bancário foi clonado. Os bandidos se passam por funcionários de instituições financeiras e levam a vítima a fornecer os dados do cartão, inclusive a senha.

Posteriormente, alegando que o cartão precisa ser retido ou levado até a polícia, faz com que a vítima o entregue a uma pessoa que irá buscá-lo em nome do banco. O serviço de busca é feito, muitas das vezes, por motoboys contratados, os quais nem sempre têm conhecimento de que participam de um golpe. Com o cartão e a senha em mãos, o golpista usa todo o saldo existente na conta da vítima. Nesta semana, a polícia também prendeu suspeitos de praticarem este golpe em Goiânia.


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