19 de julho de 2026
MOTOGP • atualizado em 18/03/2026 às 14:29

Diretor da MotoGP exalta estrutura de Goiânia e aponta autódromo como novo padrão no Brasil

Race Control - Autódromo de Goiânia (Foto - Caio Mounif)
Race Control - Autódromo de Goiânia (Foto - Caio Mounif)

A uma semana da realização do Grande Prêmio do Brasil de MotoGP, profissionais de imprensa tiveram acesso ao Race Control do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia. O espaço foi apresentado pelo diretor esportivo da MotoGP Brasil, Felippe Biazzi, responsável por coordenar toda a operação esportiva do evento. A etapa do Mundial de Motovelocidade acontece nos dias 20, 21 e 22, com treinos, sprint e as corridas das categorias Moto4 (Copa Latina), Moto3, Moto2 e MotoGP.

Segundo Biazzi, o Race Control funciona como o centro de comando da competição, de onde são tomadas todas as decisões técnicas e esportivas durante as atividades na pista. “Esse é o cérebro da operação. Daqui saem todas as decisões de corrida que vão ser tomadas. Se vai ter uma bandeira vermelha num treino, se não vai ter, se tiver algum problema de pista ou alguma moto vazar óleo, é daqui que a gente resolve como vai resolver o problema na pista”, explicou.

O diretor esportivo destacou que toda a comunicação com os comissários e equipes de atendimento também parte desse setor. Ao todo, cerca de 350 profissionais estarão distribuídos ao longo do circuito durante as atividades da MotoGP. “Daqui a gente passa as instruções para os 350 comissários que estão na pista. Também tem a parte médica, e se tiver que remover um piloto para o centro médico, a gente utiliza as pistas de serviço do autódromo, porque durante a atividade a ambulância não entra na pista”, detalhou.

A estrutura tecnológica instalada no autódromo também foi ressaltada por Felippe Biazzi. O circuito conta com um sistema permanente de monitoramento por câmeras em todas as curvas, além de painéis eletrônicos e sistemas de comunicação direta com a direção de prova. “Aqui tem um sistema de câmeras permanente no autódromo, todas as curvas têm câmera. Foram instalados painéis de LED na pista que fazem às vezes das bandeiras e das informações ao piloto. Todo o comando vai ficar definitivo no autódromo”, afirmou.

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Felippe Biazzi – Diretor Esportivo MotoGP 2026 (Foto – Jean Damas)

Outra tecnologia utilizada é o sistema de rastreamento das motos por GPS, que permite à direção de prova acompanhar em tempo real a posição de cada piloto no circuito. “A gente tem um sistema de GPS nas motos. Temos uma tela com o mapa do circuito e, se tiver algum problema numa moto, o sistema acusa imediatamente e a gente já toma uma decisão daqui, antes mesmo da moto parar na pista”, explicou.

Durante a apresentação, Felippe Biazzi também destacou que a nova estrutura instalada no Autódromo Internacional Ayrton Senna coloca Goiânia em um novo patamar dentro do esporte a motor. Para ele, o circuito passa a servir como referência para outros autódromos do país. “É o primeiro autódromo da América Latina que está completo nesse nível. Passa a ser uma referência. A partir de agora, no Brasil, quem quiser fazer um autódromo nível mundial vai ter que seguir Goiânia”, concluiu.


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