12 de julho de 2026
CULTURA

DIGO aposta em filmes produzidos com inteligência artificial e formato vertical em edição que celebra 10 anos do festival

Festival internacional da diversidade sexual e de gênero reúne cinema, teatro, literatura, oficinas e debates entre os dias 18 e 21 de junho, com destaque para produções em formato vertical e criadas com IA.
DIGO chega à 12ª edição apostando em inovação tecnológica, cinema LGBTQIAPN+ e atividades culturais simultâneas em Goiânia e Anápolis. Foto: Divulgação.
DIGO chega à 12ª edição apostando em inovação tecnológica, cinema LGBTQIAPN+ e atividades culturais simultâneas em Goiânia e Anápolis. Foto: Divulgação.

O DIGO – Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás chega à sua 12ª edição com uma proposta inovadora e tecnológica. Realizado entre os dias 18 e 21 de junho, em Goiânia e Anápolis, o evento terá como um dos principais destaques uma mostra competitiva dedicada exclusivamente a produções desenvolvidas com inteligência artificial e filmes gravados em formato vertical (9:16), linguagem cada vez mais presente nas plataformas digitais.

Além das novidades tecnológicas, o festival reúne uma programação diversificada com exibição de curtas e longas-metragens nacionais e internacionais, produções goianas, espetáculos teatrais, oficinas, debates, lançamento de livro, apresentações culturais e a tradicional quadrilha LGBTI+, consolidando-se como um dos principais eventos dedicados à diversidade no Centro-Oeste.

Tecnologia e novas linguagens ganham espaço

A abertura do festival, marcada para o dia 18 de junho, contará com a Mostra Digo Prompt, dedicada a filmes produzidos com o auxílio de inteligência artificial. A programação será acompanhada do bate-papo “IA e a Recriação do Real”, que propõe uma reflexão sobre os impactos das novas tecnologias na produção audiovisual contemporânea.

Segundo a organização, a proposta é apresentar ao público tendências que já começam a transformar a indústria cinematográfica e ampliar o debate sobre criatividade, inovação e representatividade.

Festival celebra diversidade e resistência

Idealizador do DIGO, Cristiano Sousa destaca que a edição deste ano busca reforçar o papel do festival como espaço de encontro, acolhimento e fortalecimento da comunidade LGBTQIAPN+.

“Precisamos que as pessoas ocupem as salas, construam uma comunidade e fortaleçam essa rede de apoio. O DIGO só sobrevive à hipocrisia e ao conservadorismo estrutural porque se mantém vivo no afeto e na presença de quem acredita na diversidade”, afirma.

Para ele, a realização simultânea das atividades em Goiânia e Anápolis representa um marco para o audiovisual goiano.

“Recebemos centenas de produções incríveis, incluindo uma safra robusta de longas-metragens que precisavam de tela. A ideia ganhou força e se tornou perfeitamente viável graças à parceria com o Cine Prime, em Anápolis, que nos garantiu uma infraestrutura de exibição com o máximo de qualidade técnica”, ressalta.

Produções goianas e internacionais integram programação

Ao longo de quatro dias, o público poderá acompanhar mostras competitivas dedicadas ao cinema goiano, nacional e internacional. Entre os destaques estão a Mostra Digo Goiás, voltada para realizadores do estado, e as sessões internacionais que reúnem produções da Espanha, Argentina, Chile, Peru, Israel, Estados Unidos, Grécia e outros países.

A programação também inclui debates sobre mercado audiovisual, circulação de obras LGBTQIAPN+ na América do Sul, resistência dos povos originários, atuação de influenciadores digitais no enfrentamento ao conservadorismo e os desafios contemporâneos da representatividade nas telas.

Teatro, literatura e cultura LGBTQIAPN+

Além do cinema, o DIGO amplia sua atuação para outras manifestações artísticas. O festival receberá o espetáculo “Socorro”, protagonizado por Leandra Gitana, apresentações culturais, oficinas de dança waacking e o lançamento do livro “A Audácia dos Invertidos: Memória, Resistência e Cultura LGBTI+”, do jornalista e pesquisador Rodrigo Faour.

Outro momento aguardado pelo público será a apresentação da Quadrilha LGBTI+ Cores Juninas, que integra a programação de abertura do evento e une tradição popular e celebração da diversidade.

Premiação encerra festival

A programação será encerrada no dia 21 de junho com a cerimônia oficial de premiação, que reconhecerá os melhores filmes das mostras competitivas. A expectativa da organização é reunir realizadores, pesquisadores, artistas e público em geral para celebrar uma década de fortalecimento da diversidade por meio da cultura e do audiovisual.

Serviço

12º DIGO – Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás

Quando: de 18 a 21 de junho

Locais:

  • Centro Audiovisual da Funai – Goiânia
  • Cine Cultura – Goiânia
  • Cine Prime – Anápolis

Ingressos: disponíveis pela plataforma Sympla

Classificação: 18 anos

Mais informações: @digofestival e site oficial do festival


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