24 de maio de 2024
ESPECIAL AO LEITOR

Diário de Goiás lança, na segunda (8), série exclusiva sobre impactos dos agrotóxicos

Reportagens especiais vão abordar desde pesquisa inédita sobre doenças relacionáveis aos defensivos, ao descuido com pessoas expostas e a posição de fabricantes e usuários
Goiás é o sexto em utilização de defensivos no Brasil, o campeão mundial - Foto: EBC/Divulgação
Goiás é o sexto em utilização de defensivos no Brasil, o campeão mundial - Foto: EBC/Divulgação

O Diário de Goiás inicia, na segunda-feira (8), a publicação de uma série jornalística exclusiva sobre o uso de agrotóxicos no Brasil. O país é o maior consumidor do mundo, e Goiás, sexto maior consumidor nacional de inseticidas.

Dados inéditos sobre doenças relacionáveis aos defensivos, assim como a fragilidade do acompanhamento de quem é exposto, humano ou não, estão abordados na série que vai ser publicada nas segundas e quintas-feiras.

Pesquisadores, professores, apicultores, biólogos, representantes de fabricantes e de produtores rurais, além de muitas publicações, foram consultados pelo DG para abordar o assunto.

Consumo elevado

Por ano, são consumidos em quase todos os 193 países do mundo, aproximadamente, 2,5 milhões de toneladas de pesticidas, desde inseticidas a herbicidas ou fungicidas, entre outros. Já no Brasil, o consumo anual tem sido superior a 300 mil toneladas. Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de 2021 – sendo que o registro de novos produtos só cresceu de lá para cá.

“Expresso em quantidade de ingrediente-ativo (i.a.), são consumidas anualmente cerca de 130 mil toneladas no país; representando um aumento no consumo de agrotóxicos de 700% nos últimos quarenta anos, enquanto a área agrícola aumentou 78% nesse período”, alertava o órgão.

Tecnologia é citada como redutor

Polêmico, o uso de agrotóxicos é uma condição tida como essencial para o setor produtivo. Parte dos produtores rurais tem buscado aprimorar tecnologias para reduzir os danos sem deixar de potencializar a produtividade, destaca a Federação da Agricultura de Goiás (Faeg).

Do outro lado, pesquisas apontam a manutenção de sérios riscos de intoxicações, de adoecimentos e de comprometimento ambiental. Um exemplo ocorre com as abelhas. Além da displicência governamental para com as pessoas expostas.

Esses assuntos tomaram destaque no final de 2023 devido à tramitação final do Projeto de Lei PL 1459/2022. O projeto ficou popularmente conhecido como PL do Veneno – por propor maior flexibilização das normas regulatórias para agrotóxicos. Aprovado pelo Senado Federal, entretanto, ele foi arrefecido por vetos presidenciais. As reportagens também vão mostrar isso.

Acompanhe a série!!!


Leia mais sobre: / / Brasil / Geral

Marília Assunção

Jornalista formada pela Universidade Federal de Goiás. Também formada em História pela Universidade Católica de Goiás e pós-graduada em Regulação Econômica de Mercados pela Universidade de Brasília. Repórter de diferentes áreas para os jornais O Popular e Estadão (correspondente). Prêmios de jornalismo: duas edições do Crea/GO, Embratel e Esso em categoria nacional.