30 de maio de 2024
Especial de Aniversário

Diário de Goiás: 10 anos de uma nova história

Uma década de boas lembranças, consolidação e credibilidade, sob novas perspectivas
Capa do jornal Diário de Goiás, no ano de 2015. Foto: Arquivo DG
Capa do jornal Diário de Goiás, no ano de 2015. Foto: Arquivo DG

Há dez anos nascia um dos grandes portais de comunicação do estado de Goiás. Nomeado por Diário de Goiás, o site faz juz ao nome, ao levar ao leitor informações diárias a respeito dos principais acontecimentos da região. Trabalho este, de credibilidade, que se estende às notícias de nível nacional e, até mesmo, mundial. Fato que reflete no grande número de acessos, voltado, de acordo com levantamento, não apenas para o público goiano, que compõe cerca de 70% dos leitores, seguido por Brasília e São Paulo.

Um dos pioneiros na era digital, com coberturas multiplataformas, o Diário de Goiás chega consolidado a uma década com inovações e grandes perspectivas. “Chegamos aos dez anos como um veículo maduro, consolidado entre os mais importantes canais de comunicação da região”, frisa o proprietário e dirigente do jornal, Altair Tavares, que lançou, recentemente, um novo design no portal, que visa não somente celebrar o período, mas também levar maior praticidade ao leitor.

“Começamos o ano com novo design, um novo serviço, resultado de velocidade grande. Temos recebido muitos elogios de vários profissionais da área e de leitores, que gostaram dessa nova versão, comemorativa dos dez anos de um veículo que tem respeito e credibilidade junto aos leitores e outros vários segmentos da sociedade, empresarial e política. Estamos abrindo essa nova década com perspectivas, projetos e trabalhos de crescimento, a partir da experiência que foi adquirida até agora”, ponderou o gestor, ao apontar algumas conquistas do portal.

“Estamos entre os veículos com o maior número de audiência no estado de Goiás, muito bem posicionados. O que o veículo aprendeu nesse período foi que o trabalho consistente oportunizou para que nós chegássemos nesse momento pensando e atuando de forma objetiva para manter o crescimento”, salientou. 

História

Embora lançado no dia 19 de abril de 2012, o “DG” foi registrado em meados de 2009, quando os jornalistas Vassil Oliveira e Marco Aurélio Vigário decidiram criar a marca. “O Diário de Goiás surgiu do desejo de criar um veículo novo, diferente das perspectivas que já se abriam em 2009, 2010. Eu e Marco Aurélio trabalhávamos no Governo de Goiás e queríamos sair e já, logo em seguida, iniciar um jornal diário na internet. Foi quando partimos para o registro dessa marca”, relatou. “Descobrimos que não tinha nenhum veículo registrado com esse nome e corremos para fazê-lo, e já preparar para que fosse um jornal diário de referência no estado”, acrescentou.

O portal, entretanto, desenvolveu-se cerca de dois anos depois, com a chegada de Altair Tavares e Carlos Bueno à sociedade. Com sede por inovação, os amigos “chegaram, chegando” ao mercado. De um lado, um comunicador com grandes ideias, do outro um economista viabilizador de sonhos, que tocaram, sozinhos, o projeto, a partir de 2014. 

E que projeto! Em seu primeiro ano no ar, grandes coberturas foram realizadas. Destaque para a Operação Monte Carlo, que desarticulou, em Goiás, com diversas prisões, apreensões e envolvimentos de relevantes nomes políticos, uma organização que explorava máquinas caça-níqueis e jogos de azar. “A primeira grande cobertura do Diário de Goiás foi a Operação Monte Carlo, com vários conteúdos referentes àquele momento crítico da história do Estado”, relatou Tavares. Na época, também houve a cobertura das eleições municipais, feita com excelência a partir de então. 

Stream

Embora novo no mercado, o Diário de Goiás ensinou muito a muita gente e também ao jornalismo goiano. Isso pelo fato de ter sido um dos primeiros veículos do estado a explorar a multimidialidade da internet. Dentre as atividades de destaque, coberturas externas ao vivo nas redes sociais, transmissões de entrevistas e até mesmo debates políticos. “Nós fomos um dos pioneiros nos programas de entrevistas de vídeo exclusivas para web, transmissões ao vivo de eventos externos, debates, dentre outros. Esses fatores da comunicação digital foram importantes para nossa história. O que vários jornais fazem hoje, nós já fazíamos há muito tempo”, frisou Altair.

A afirmativa foi assegurada por Marcley Matos. O jornalista, que hoje está à frente da comunicação da Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc), exerceu o cargo de editor deste veículo desde o ano de sua inauguração até 2019. “Foi muito importante participar desse momento de virada de chave da cobertura jornalística. A internet ainda era nova na parte de comunicação unicamente voltada para a web. Os jornais impressos tinham site, onde replicavam o que era colocado no impresso. Fomos um dos primeiros a usar a multiplataforma”, ponderou. 

“A gente veio, no início, com uma pegada de opinião e muita leitura política do que estava acontecendo, dos impactos dentro de política e de cidades. Depois, a gente começou a ampliar o trabalho com a cobertura in loco dos fatos, onde o Diário de Goiás foi um dos primeiros no estado a fazer as transmissões on-line, na página do Facebook, de uma forma inovadora. Tudo o que se vê hoje, com flashs ao vivo usando a internet, transmissão de eventos, o Diário de Goiás já havia começado”, acrescentou, com a ressalva de que o veículo fez, durante o período das eleições “um trabalho que virou referência” para outros veículos: “Nas eleições de 2016, por exemplo, a gente fez uma cobertura tão sistemática, que o nosso site travou, pelo fato de a gente ter superado o número de acessos que a empresa conseguia segurar”, disse.

Outro destaque relatado pelos profissionais é referente à cobertura da morte do cantor Cristiano Araújo, realizada com repórteres na redação e na rua, com vídeos de momentos emocionantes, como sua chegada no hospital, informação da morte à equipe, dentre outros, que chegaram a bater mais de 1 milhão de visualizações no YouTube. Há, ainda, outros grandes destaques, como o atentado no Colégio Goyases, em 2017, quando um aluno levou uma arma para a escola e atingiu vários colegas, sendo que dois não resistiram aos disparos. 

Saudações

Há dez meses, Altair Tavares segue sozinho o projeto de levar informação por meio do portal Diário de Goiás. Entretanto, fica a saudação de um alguém que sonhou e batalhou, de uma forma diferente, para que esse trabalho fosse realizado. Trata-se de Carlos Bueno de Moraes, que, infelizmente, partiu em junho de 2021, em decorrência da Covid-19.

“Nós tínhamos uma rotina, um trabalho consistente, que ele ajudou a construir. Ele na área comercial, na área financeira, principalmente, e eu na parte de conteúdo, de gestão da parte, também de desenvolvimento. Esse trabalho em conjunto viabilizou condições para a empresa permanecer. Mas lamentando muito, esse passamento fez e faz muita falta pra gente. Há quase um ano do óbito dele, estamos com a empresa regular, em condições de desenvolver planejamento para o seu crescimento. Mas sua contribuição fundamental. Ele fez com que a gente tivesse as bases para ter esse trabalho mantido”, pontuou Altair.

De acordo com Marcley, o fundador deixou, sem dúvidas, o seu legado na história do jornalismo goiano. “O Carlos era um visionário. Ele não era jornalista, ele não era formado em comunicação. Era economista, mas tinha o pensamento de visão, mais acelerada do que a gente conseguia fazer com comunicação”, pontuou, com a afirmativa de que ele tinha um pensamento avançado e conseguia, sempre, reproduzir as ideias da equipe do Diário de Goiás. “Ele era a pessoa que se concentrava em fazer as coisas acontecerem. Ele viabilizava sonhos, na parte prática. Sempre chegava com soluções”, lembra.

A jornalista Laura Braga, que trabalhou por quatro anos no Diário de Goiás e atua, hoje, no Portal Metrópoles, também lembra com carinho do ex-chefe. Mais que um patrão, Bueno acabou se tornando um amigo. “Trabalhar com o Carlos Bueno sempre foi uma grande alegria. Ele era uma pessoa muito receptiva, que tornava a empresa quase uma segunda casa, sem contar, o quanto ele gostava de agradar os funcionários, um pão de queijo aqui, bolinho com cobertura, convites para uma cervejinha e confraternização. Ele sempre soube respeitar e unir pessoas”, disse. 

“Carlos e Altair me deram a minha primeira oportunidade de emprego no jornalismo e isso foi fundamental para a minha carreira. Fiquei no Diário de Goiás por quatro anos e, mesmo em momentos difíceis, era uma felicidade acordar cedo e saber que encontraria a alegria dele no local de trabalho. A perda dele me gera grande revolta. Carlos amava a vida, os amigos, os ‘pés de Toddy’”, salientou, com a ressalva de que, embora já existisse vacina contra a Covid-19 na época da partida de Bueno, ele sequer teve a chance da imunização. “É um soco no estômago ter que lidar com isso”, destacou em mensagem enviada à reportagem.

Do sonho à realidade

Embora com saudade, Vassil Oliveira salienta, hoje, a grande contribuição de Carlos Bueno para a atual estruturação do Diário de Goiás no mercado e destaca para a concretização de seu desejo. “O Diário de Goiás, hoje, está consolidadíssimo, tá forte. É uma marca forte. Carlos Bueno e Altair Tavares fizeram com que o Diário de Goiás virasse uma realidade e eu me sinto honrado de ter participado, não mais como sócio, porém como colaborador em algumas boas fases do site. Com a perda do Carlos, o Altair continua firme, mantendo vivo a marca poderosa e forte, que representa a boa informação do estado de Goiás”, enfatizou.


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