13 de julho de 2024
Cidades

Iniciada transferência de detentos em delegacia de Aparecida

Banheiro da cela na delegacia tinha vaso entupido (Foto: Divulgação MP-GO)
Banheiro da cela na delegacia tinha vaso entupido (Foto: Divulgação MP-GO)

 

Uma semana depois de vistoria e ação civil pública do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), o número de presos provisórios no 4º Distrito Policial (DP) de Aparecida de Goiânia, que estava superlotado e com banheiro danificado, começou a cair.

Na época em que o delegado acionou o Ministério Público, em meados de abril, havia 28 detentos na cela do DP, cuja capacidade é de 16 pessoas. Hoje, estão na delegacia apenas 9 detentos que aguardam julgamento, segundo o delegado titular do 4º DP, Diogo Luiz Barreira.

Já nas contas da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) há atualmente 11 detentos no DP, informou a assessoria de comunicação da pasta. Foi afirmado também que todos eles serão transferidos para outras unidades prisionais. Questionado sobre quais especificamente, a assessoria respondeu que essa informação não pode ser passada.

“Desde semana passada, que teve a ação do Ministério Público e apareceu na imprensa, os presos foram descendo para o CPP [Centro de Prisão Provisória]”, afirmou o delegado.

Diogo Luiz explicou em entrevista ao Diário de Goiás que a delegacia chegou a abrigar 35 presos neste ano. A maioria dos detentos eram advindos do presídio de Guapó, que teve estrutura prejudicada depois de uma explosão em maio de 2017.

Ação do MP

A ação civil do MP pede liminarmente (decisão temporária, antes do julgamento do mérito) à Justiça a imediata transferência dos presos, devido a insalubridade do local – o banheiro da cela tem vaso entupido e os detentos têm de urinar em sacolas. Além disso, eles não têm direito de receber visita nem de ter banho de sol.

Questionado, Diogo afirmou que o DP não tem condições de garantir visitas e banho de sol para os presos. “Não é um ambiente adequado para isso. Eram 30 presos contra 2 agentes prisionais”.

Sobre a privada entupida, o delegado explicou que os próprios detentos entupiam o vaso jogando nele objetos como garrafa e camiseta. “Toda semana entupiam. A gente chamava para arrumar, mas depois se repetia”, afirmou o delegado.

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