08 de fevereiro de 2026
RESULTADO HISTÓRICO

Destaque da UEG no Enamed é marco celebrado como esforço da instituição, governo e alunos

Com apenas seis anos de atividade, curso de Medicina da UEG supera instituições tradicionais e recebe conceito 4 no exame nacional
Coordenador afirma que foi esforço geral, incluindo alunos, que levou ao bom resultado - Foto: divulgação UEG
Coordenador afirma que foi esforço geral, incluindo alunos, que levou ao bom resultado - Foto: divulgação UEG

A repercussão na Universidade Estadual de Goiás (UEG) da maior média percentual no curso de Medicina entre as instituições avaliadas em Goiás no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) (com 88,9%), se concentra em comemorar a posição de destaque local e nacional e avaliar os fatores que levaram a instituição a desbancar outros cursos bem mais antigos e tradicionais, tendo apenas seis anos de atividade e só duas turmas formadas.

Nesta quarta-feira (21), o atual coordenador do curso de Medicina da UEG, o cirurgião geral Milton Santana de Freitas Filho, detalhou ao Diário de Goiás a soma de fatores que levaram ao bom resultado do conceito 4. Segundo ele, o esforço começou ainda na gestão do ex-coordenador, o psiquiatra Victor Fernandes de Freitas.

“A gente estava sem professores, a gente estava precisando de alguns investimentos. Com o esforço do antigo coordenador, o governo do estado permitiu todos esses investimentos. Permitiu a ampliação dos docentes de, por volta de 20% de docentes concursados, para 90% de docentes concursados”, exemplificou. 

Estágio em hospital estadual

Além disso, os investimentos envolveram reforma, e “a facilitação na entrada do Hospital Estadual de Itumbiara para os alunos”, disse. “Então, hoje a gente tem um campo vasto de estágio dentro do hospital, junto com a formação desses docentes novos”, reforçou ainda.

Outro ponto, citou ele, é um número reduzido de alunos por turma. Atualmente, a UEG mantém 90 alunos em três turmas, ou seja, em média são 30 alunos por turma na universidade, que é pública.

Alunos das instituições que saíram mal no Enamed divulgado esta semana, apontaram em entrevistas que turmas superlotadas, mais infraestrutura frágil de ensino teórico e prático, foram pontos que pesaram para o resultado ruim em vários casos.

Dos 16 cursos de medicina avaliados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apenas cinco atingiram nota 4, numa escala que vai de 1 a 5. Nenhum deles chegou à nota máxima. Dez instituições – todas privadas – tiveram nota 1 ou 2, o que o Ministério da Educação (MEC) classifica como insatisfatória e sujeita as universidades a penalidades, como mostrou o DG.

Laboratórios

Já no caso da UEG, contou ponto a favor também a oferta de uma pós-graduação em docência para melhorar as aulas e a estruturação de laboratórios.

“A gente hoje conta com um laboratório de simulação realística, todos os laboratórios de anatomia, laboratório de bioquímica, laboratório de biologia, somado a esse grande investimento do estado na contratação de novos professores via concurso. E somado a isso tudo, e talvez isso seja o mais importante, na minha visão, a gente tem os alunos extremamente interessados e que passaram por um processo seletivo extremamente seletivo, concorrido”, listou o coordenador

Milton Santana disse que o resultado entusiasma muito o corpo docente e discente da instituição, listada agora entre as melhores do Brasil, com um curso tão novo.

“A gente trabalhou duro por isso. Trabalhou junto com os alunos, que corresponderam a todas as nossas expectativas, e a gente vê isso daí como o início da construção. A gente tem duas turmas formadas, a gente conseguiu competir com faculdades centenárias”, celebrou. Conforme ele, em Itumbiara a repercussão entre profissionais da saúde também tem sido efusiva e de muitos cumprimentos.


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