21 de julho de 2024
NO ALVO • atualizado em 29/09/2023 às 16:28

Deputados miram Equatorial e ameaçam empresa com CPI

Ecoou na Assembleia Legislativa a insatisfação popular com a Equatorial devido a falhas no fornecimento de energia
Problemas no fornecimento de energia pela Equatorial têm afetado muito a população goiana - Foto: Reprodução/Equatorial
Problemas no fornecimento de energia pela Equatorial têm afetado muito a população goiana - Foto: Reprodução/Equatorial

Em meio a críticas da população, do governo estadual e notificação do Procon, a Equatorial Energia também está na mira da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

Ontem a empresa enviou ao Diário de Goiás uma nota dizendo que entende o posicionamento do Procon e está aberta para prestar os esclarecimentos e apresentar o conjunto de obras e investimentos que vem sendo desenvolvidos.

Ela também admite que “ainda há muito por fazer e que a energia ofertada não reflete às necessidades dos clientes”, diz em um trecho (leia a íntegra abaixo).

Ainda na quinta-feira o Procon estadual notificou a Equatorial e deu 48 horas para a explicação e apresentação de documentos.

Convocação e CPI

Mas como os problemas continuaram ao longo do dia, a posição de alvo só intensificou. A Comissão de Defesa do Consumidor da Alego se antecipou e convocou representantes da empresa para prestarem esclarecimentos na segunda-feira, 2.

O assunto foi objeto de várias manifestações também na sessão ordinária de quinta-feira, 28. Surgiu, inclusive, sugestão de instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Alego para apurar o que está havendo com os serviços.

O autor da proposta de CPI é o deputado Gugu Nader (Agir). Mas ele não estava só nas críticas. Os deputados Tales Barreto (UB), Wagner Neto (Solidariedade), Lineu Olímpio (MDB) e Bia de Lima (PT), entre outros, também externaram pelos consumidores a grande contrariedade com as frequentes quedas de energia em diversas localidades de Goiás nos últimos dias.

Assinaturas

Nader começou a colher as assinaturas para a CPI. Ele afirma que quer “garantir que a Equatorial seja responsabilizada por suas ações e que as soluções adequadas sejam implementadas para resolver o problema das quedas de energia por todo o Estado”.

As manifestações aumentaram após a reunião do governador Ronaldo Caiado e o presidente da Equatorial no estado, Lener Jayme, na manhã de quinta. Foi quando a empresa reiterou suas justificativas para as falhas nos serviços e apresentou os investimentos que fez desde que assumiu, há nove meses.

Confira a íntegra da nota da empresa

A Equatorial Goiás, primando pelo seu valor Transparência, esteve em reunião com o Governador do Estado na manhã de hoje (ontem), no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, para esclarecer e levar informações sobre os desafios existentes na concessão. Na oportunidade reiterou os pontos abordados durante a Coletiva de Imprensa concedida ontem (quarta-feira, 27), na sede da distribuidora.

Além das adversidades enfrentadas pela falta de cuidados nos últimos 20 anos na rede elétrica, nos deparamos com a onda de calor, com condições climáticas adversas e temperaturas em recordes sucessivos. Estes fatores têm configurado como principais motivos da sobrecarga no sistema de distribuição no Brasil inteiro. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) registrou aumento de quase 7% na demanda de carga em todo o país em função do calor e, somente em Goiás, vimos este dado crescer 16% em algumas regiões do estado.

Mesmo com este cenário, a Equatorial entende o posicionamento do Procon e está aberta para prestar todos os esclarecimentos necessários e apresentar o conjunto de obras e investimentos que vem sendo desenvolvidos ao longo desses nove meses, para melhoria na qualidade e continuidade do fornecimento de energia elétrica.

Embora a Equatorial Goiás passe por esses desafios divulgados publicamente, de forma transparente, a empresa entende que ainda há muito por fazer e que, a energia ofertada não reflete às necessidades dos clientes. Por isso, mantém seu trabalho e investimentos, dia e noite, para fazer a entrega com a máxima excelência que o consumidor anseia, com a melhora sendo percebida gradativamente junto ao povo goiano.”


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Marília Assunção

Jornalista formada pela Universidade Federal de Goiás. Também formada em História pela Universidade Católica de Goiás e pós-graduada em Regulação Econômica de Mercados pela Universidade de Brasília. Repórter de diferentes áreas para os jornais O Popular e Estadão (correspondente). Prêmios de jornalismo: duas edições do Crea/GO, Embratel e Esso em categoria nacional.