Luis Cesar Bueno, apontado pelo PT como pré-candidato ao governo de Goiás, não considera que a demora da legenda em definir um nome para a disputa pelo Palácio das Esmeraldas vá impactá-lo negativamente. O ex-deputado estadual, anunciado apenas nesta segunda-feira (8), terá menos de dois meses de pré-campanha, ao passo que os demais postulantes se movimentam há vários meses.
Bueno diz que o legado petista e a imagem de Lula permitem que uma candidatura do partido seja competitiva mesmo que tão tardia. “O nosso grande trunfo eleitoral é o que construímos em Goiás. O PT tem um grande legado em Goiânia, Anápolis, no Entorno do Distrito Federal, e Lula fez muito em Goiás. Temos uma malha de serviços prestados que ninguém tem. Ninguém fez tanto para Goiás como Lula”, disse ao Diário de Goiás.
“Vamos mostrar isso e o eleitor vai entender que representamos uma candidatura que representa desenvolvimento com justiça social”, completou. O ex-deputado estadual diz que o fato de Lula ser o “grande cabo eleitoral” torna sua candidatura competitiva, apesar de qualquer circunstância.
O pré-candidato do PT trata sua indicação como uma “grande responsabilidade” e nega que tenha havido demora no processo de seleção do nome para carregar a bandeira do partido na eleição estadual. Ele também elogiou o trabalho de Adriana Accorsi no comando da articulação e defendeu o que classificou como amplo debate para escolha de seu nome.
“Não houve demora, houve prudência. Não houve nenhum processo de divisão, de afloramento de ânimos. A presidente conduziu o processo com cautela e prudência, sempre ouvindo a direção nacional do partido. Esse processo de amplo debate foi uma estratégia que o partido usou para consolidar uma candidatura que representasse o consenso interno no partido e na frente progressista”, avaliou.
Antes de chegar ao nome de Luis Cesar Bueno, o PT tentou o produtor rural Flávio Faedo, que rejeitou o convite. Além de Bueno, disputaram a indicação inicialmente Edward Madureira, Cláudio Curado e Valério Luiz Filho. Os dois primeiros retiraram as pré-candidaturas, e a executiva decidiu entre Valério e Bueno. O ex-deputado estadual foi escolhido por oito votos contra quatro do advogado.
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