26 de maio de 2022
Política

Delegado Waldir aguarda TSE, mas reforça pré-candidatura: “100% Senado”

Delegado Waldir. (Foto: Câmara dos Deputados)
Delegado Waldir. (Foto: Câmara dos Deputados)

O deputado federal Delegado Waldir (PSL) não deve abrir mão de uma candidatura ao Senado. Ele ainda aguarda uma ratificação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a possibilidade de que partidos lancem candidaturas próprias fora das chapas majoritárias. Há um entendimento pregresso nesse sentido, de 2010, e o parlamentar acredita que ele será mantido.

A consulta foi feita em novembro, pelo PSL, e aguarda julgamento. Caso haja o aval da Corte, Delegado Waldir quer se lançar como candidato pelo União Brasil, partido que nascerá da fusão de PSL e Democratas. O deputado diz que não quer “colocar a faca no pescoço” do governador Ronaldo Caiado, que deve ceder a vaga na majoritária a algum candidato de outro partido da base. Por isso, a ideia é lançar-se fora da coligação.

“O governador pode ter sua chapa majoritária, aliada a vários partidos. Cada partido da coligação poderá ter um candidato separado”, afirmou ao DG. “Minha pretensão é não prejudicar o governador e termos vários candidatos pulverizados ao Senado. Quanto mais candidato ao Senado tivermos, melhor”, completou.

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Delegado Waldir ressaltou que Caiado e outros dirigentes do União Brasil, como Luciano Bivar e ACM Neto, estão cientes e há diálogo na construção de sua candidatura. “Não ajudei a construir o maior partido do país, com tempo de TV, para não ser candidato por ele”, reforçou.

Não é à toa que temos feito pesquisas. Rodamos mais de 230 municípios em novembro e dezembro e fazendo nossa candidatura. É uma candidatura estruturada, com apoio nos municípios. Se chegar lá na frente e eu não estiver bem nas pesquisas, não vou colocar a faca no pescoço do governador. Ele sabe dessa pretensão minha.

Deputado trabalha na candidatura ao Senado

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Questionado se o foco está no Senado ou se poderia abrir mão para trabalhar por uma reeleição na Câmara, Delegado Waldir foi peremptório: “100% Senado”. Ele disse ainda que, com sua candidatura ao Senado, ajudaria outros colegas que concorreriam a deputado federal. “Teriam mais de 300 mil votos a serem distribuídos entre eles”, destaca, lembrando votações expressivas em eleições passadas.

Waldir cita ainda que teve mais votos que outros nomes que se colocam ao Senado, como Alexandre Baldy, João Campos e Henrique Meirelles. Todos já foram ou são deputados federais. O parlamentar aponta que as pesquisas que tem realizado e informações de outros partidos dão conta que ele lidera as intenções de voto.

“O Daniel (Vilela) liderava. Depois que ele saiu, eu lidero”, disse. “Mas isso não é motivo para subir em salto. Seguirei trabalhando”, ressaltou.

Delegado Waldir diz que a decisão sobre sua candidatura ou não ao Senado deve sair até abril.