11 de julho de 2026
ELEIÇÕES 2026

Delegado Humberto Teófilo diz que conduta de Flávio Bolsonaro em relação a Vorcaro é “imoral”

Pré-candidato ao Senado pelo Novo classifica conduta de Flávio Bolsonaro como "imoral" e vê precipitação em ataques de Zem
Pré-candidato ao Senado, Teófilo dispara contra Flávio e também contra Zema - Foto: Reprodução YouTube
Pré-candidato ao Senado, Teófilo dispara contra Flávio e também contra Zema - Foto: Reprodução YouTube

Em entrevista concedida ao programa Microfone Aberto da Rádio Difusora nesta terça-feira (26), o delegado Humberto Teófilo, pré-candidato ao Senado pelo partido Novo em Goiás, foi contundente sobre o cenário político nacional envolvendo seu próprio partido e aliados. Defendendo sua imagem de “delegado da caneta”, Teófilo não poupou críticas a figuras centrais da direita, incluindo membros de sua própria legenda, como Romeu Zema, e aliados estratégicos, como Flávio Bolsonaro, do PL.

O ponto mais sensível da entrevista tratou da conduta de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, em relação ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Questionado sobre a visita de Flávio a um indivíduo que utilizava tornozeleira eletrônica e o suposto pedido de vultosos recursos para o financiamento do filme sobre o pai, Teófilo foi direto: “O ato foi imoral, sem dúvidas, por parte de Flávio Bolsonaro”.

O delegado enfatizou que não “passa a mão na cabeça de ninguém” e classificou Vorcaro como “um dos maiores bandidos que temos no Brasil”. Para ele, o erro de Flávio ao procurar o banqueiro é grave e, caso fique comprovado o uso de dinheiro ilícito ou desvio de fundos de previdência, a candidatura do filho do ex-presidente estaria inviabilizada. “Essa história de ficar defendendo o indefensável não dá”, disparou, reforçando que cada político deve responder pelo seu próprio “CPF”.

Por outro lado, Humberto Teófilo também demonstrou descontentamento com a postura de Romeu Zema, atual pré-candidato do partido Novo à Presidência – que também criticou Flávio. Embora mantenha respeito pela índole de Zema, o delegado criticou a estratégia de ataques diretos do mineiro contra a ala bolsonarista.

Segundo Teófilo, Zema está sendo “precipitado” e acirrando uma divisão desnecessária na direita, o que poderia prejudicar alianças futuras entre o Novo e o PL. Ele chegou a sinalizar que, se os ataques continuarem, o presidenciável de seu próprio partido poderá perder o seu apoio.

Gayer e Varão

No âmbito estadual, Humberto Teófilo reafirmou a aliança com Wilder Moraes (PL) para o governo de Goiás, justificando a escolha pela coerência ideológica. Sobre a disputa ao Senado, ele sugeriu que os eleitores utilizem o primeiro voto em seu nome e deixem o segundo voto em aberto para os candidatos do PL (Gustavo Gayer ou Oséas Varão), pregando uma união pragmática contra a esquerda.

Mas ele destaca que só vai apoiar Gayer como primeiro voto ao Senado, se este deixar claro que está pedindo votos para sua candidatura e não para o vereador.  “Se o Gayer não tiver recíproca, não tem como. Então eu vou deixar aberto [o pedido de voto] tanto para o Gayer quanto para o Ozeas Varão. O correto seria apenas duas pré-candidaturas, que é Gayer e o delegado Humberto Teófilo”, defendeu.

Ele aposta em uma campanha focada nas redes sociais e na divulgação do seu trabalho combate ao crime organizado — pauta que o acompanha em seus 15 anos de polícia.


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