16 de julho de 2026
Saúde e Ciência

Delegado goiano recebe polilaminina após acidente na GO-330

Substância desenvolvida em pesquisa coordenada por Tatiana Sampaio, na UFRJ, foi aplicada após decisão judicial em paciente com tetraplegia decorrente de acidente na GO-330
Aplicação da polilaminina ocorreu no Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação (Crer), em Goiânia; terapia ainda está em fase de pesquisa clínica. Foto: Reprodução/Redes Sociais.
Aplicação da polilaminina ocorreu no Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação (Crer), em Goiânia; terapia ainda está em fase de pesquisa clínica. Foto: Reprodução/Redes Sociais.

O delegado Leonardo Sanches, de 44 anos, tornou-se o primeiro paciente em Goiás a receber a polilaminina, substância experimental estudada como possível auxílio na regeneração de lesões medulares. Ele ficou tetraplégico após um grave acidente com viatura na GO-330, entre Silvânia e Leopoldo de Bulhões.

Após quase dois meses de internação e o diagnóstico definitivo de tetraplegia, o delegado obteve autorização judicial para uso compassivo da substância. A aplicação ocorreu em janeiro de 2026, no Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), em Goiânia, por equipe de neurocirurgiões do Rio de Janeiro.

O que é a polilaminina

A polilaminina é uma substância desenvolvida em pesquisa coordenada pela cientista Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O estudo investiga o potencial do composto para estimular a regeneração de conexões nervosas em casos de lesão medular aguda.

A proposta científica é atuar no ambiente celular da medula espinhal, favorecendo a reorganização das fibras nervosas e estimulando a neuroplasticidade, capacidade do sistema nervoso de criar novas conexões.

Pesquisa em andamento e limites científicos

Embora os resultados preliminares tenham gerado expectativa, a substância ainda está em fase de pesquisa clínica. As análises não foram concluídas e não há, até o momento, validação definitiva sobre eficácia e segurança em larga escala.

O delegado goiano não integra formalmente o protocolo do estudo conduzido no Rio de Janeiro. O acesso ocorreu por autorização excepcional concedida a pacientes em estado grave, sem alternativas terapêuticas disponíveis.

Nos últimos dias, o tema voltou a ganhar repercussão nas redes sociais, com a circulação de vídeos que mostram evolução de pacientes após o uso da terapia. Especialistas, no entanto, reforçam que os estudos seguem em andamento.


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