A derrota de goleada por 3 a 0 para o Operário-PR, neste domingo (21), no estádio Hailé Pinheiro, pela 14ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, aumentou a pressão sobre o técnico Daniel Paulista e evidenciou mais uma vez os problemas enfrentados pelo Goiás Esporte Clube na temporada. Após a partida, o treinador concedeu uma entrevista coletiva marcada por declarações fortes sobre a realidade do clube, a necessidade de investimentos e as dificuldades para manter o nível de competitividade desejado na luta pelo acesso. Com o resultado negativo em casa, o Verdão ocupa apenas a 12ª posição na tabela de classificação.
Ao analisar o momento vivido pela equipe, Daniel Paulista afirmou que existe uma diferença entre a expectativa criada em torno do Goiás e a realidade atual do elenco. “O Goiás é muito grande. Nós temos que saber dimensionar a realidade com a expectativa. A expectativa é do Goiás brigar pelo acesso, mas nas condições que nós temos hoje, a realidade não é essa. A realidade não é essa”, declarou o treinador. Segundo ele, o clube tem buscado alternativas para competir, mas encontra limitações importantes no elenco.
O treinador também foi direto ao abordar a necessidade de investimentos para que o clube volte a disputar as primeiras posições da Série B. “Se você quer brigar por grandes objetivos, se você quer brigar pelas primeiras posições, você também tem que investir para isso. Hoje a gente faz um trabalho competitivo, tenta de todas as formas igualar os jogos contra grandes adversários, mas fica claro que quando você perde jogadores por lesão ou suspensão, infelizmente estamos procurando reposição dentro da categoria de base”, afirmou. Como exemplo, Daniel Paulista citou a utilização de jovens atletas. “Hoje a única opção de volante no banco era o Assis, de 17 anos. Estamos buscando soluções na base porque não existem outras opções.”
Questionado sobre os atrasos salariais e de direitos de imagem enfrentados pelo clube, Daniel evitou relacionar diretamente o problema financeiro ao desempenho dentro de campo. “Não vou relacionar o rendimento e a derrota à questão salarial. Vou assumir a responsabilidade que tenho como treinador, mas os atletas também têm sua responsabilidade. O que vejo é que estamos sofrendo muito na compactação da equipe e também em questões de comportamento e postura dentro dos jogos. Isso precisamos resolver internamente”, destacou.
Sobre a possibilidade de uma demissão após mais um resultado negativo, Daniel Paulista afirmou estar preparado para conviver com a pressão, mas garantiu ter a consciência tranquila em relação ao trabalho realizado. “Questionamento sobre permanência ou não, não sou eu quem tem que responder. Estou aqui para fazer o meu trabalho e tentar encontrar soluções. Tenho a consciência tranquila de que desde o primeiro dia me entrego de corpo e alma para que o Goiás vença. As coisas não estão sendo fáceis, mas é com trabalho que vamos tentar encontrar novamente o caminho para sair desse momento difícil”, concluiu.
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