O desaparecimento da corretora mineira Daiane Alves Souza, de 43 anos, segue cercado de incertezas e angústia para familiares e amigos. Há quase 30 dias sem notícias, a mulher sumiu em Caldas Novas, no sul de Goiás, cidade onde morava e trabalhava administrando imóveis da família. O prédio onde ela residia é o último local em que foi vista.
Câmeras de segurança do elevador do edifício registraram Daiane por volta das 19h do dia 17 de dezembro, momentos antes do desaparecimento. As imagens mostram a corretora deixando o apartamento após perceber o corte de energia elétrica. Antes de sair, ela decidiu filmar todo o trajeto como forma de registrar a situação.
No vídeo, enviado ao celular de uma amiga, Daiane aparece saindo do apartamento, entrando no elevador e encontrando outro morador do prédio. Durante a gravação, ela explica o motivo da saída: “Estou filmando porque minha energia está sendo cortada lá embaixo. Vou ver isso, porque todas as minhas contas estão pagas”.
As imagens mostram que Daiane desce até a recepção, mas o vídeo termina antes de qualquer atendimento. Em seguida, registros do circuito interno do elevador indicam que ela retorna da portaria e segue para o subsolo do prédio, área de acesso restrito aos proprietários, onde fica a garagem.
Gravação interrompida e silêncio
Ainda segundo a família, Daiane chegou a iniciar uma nova gravação ao se dirigir ao subsolo, mas essas imagens não foram enviadas a ninguém. Após esse momento, a corretora não foi mais vista e não houve novos registros em câmeras ou contatos por telefone.
Dias depois, uma amiga encaminhou à família outro vídeo gravado pela própria Daiane. Nas imagens, ela mostra o apartamento sem energia elétrica e registra novamente o trajeto até o elevador, descendo até a portaria para questionar o porteiro sobre a interrupção do serviço.
Viagem prevista e alerta da família
A família de Daiane é de Uberlândia (MG), mas possui seis apartamentos em Caldas Novas, cuja administração ficava sob responsabilidade da corretora. O plano era que ela viajasse para Uberlândia no Natal e retornasse após as festas para cuidar da alta demanda do Ano-Novo.
Nesse período, a mãe de Daiane, Nilse Alves Pontes, ficaria temporariamente à frente da administração dos imóveis. No entanto, no dia 18 de dezembro, quando a mãe e a filha da corretora chegaram a Caldas Novas, tentativas de contato por telefone não tiveram sucesso. A última troca de mensagens havia ocorrido na manhã do dia anterior.
Apartamento trancado e buscas sem sucesso
A filha de Daiane, que estava em Goiânia com o namorado, foi até o apartamento da mãe e encontrou o local trancado. Mesmo batendo à porta, não houve resposta. Pouco depois, Nilse chegou ao prédio, abriu o imóvel e constatou que Daiane não estava lá.
A família realizou buscas em outros apartamentos e imóveis próximos, mas sem qualquer pista. Diante do desaparecimento, um boletim de ocorrência foi registrado. Os familiares também procuraram informações em hospitais, UPAs e com amigos, novamente sem sucesso.
Investigação em andamento
O caso é investigado pela Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da 19ª Delegacia Regional de Polícia de Caldas Novas, e segue oficialmente como desaparecimento. Até o momento, não há confirmação sobre o que pode ter acontecido após Daiane seguir para a área de garagem do prédio.
Pedido por informações
A família reforça o apelo por respostas e pede ajuda da população. Qualquer informação que possa contribuir com as investigações pode ser repassada à Polícia Militar (190), à Polícia Civil (197) ou de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181.
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