10 de julho de 2026
RESISTÊNCIA E ESPORTE

Copa Quilombola reúne 1,7 mil atletas e movimenta comunidades tradicionais de Goiás

Etapas da competição começam nesta sexta-feira com 65 equipes em disputa e reforçam inclusão social, esporte e valorização da cultura quilombola
Copa Quilombola reúne equipes das comunidades tradicionais de Goiás - Foto: Mantovani Fernandes / Seel
Copa Quilombola reúne equipes das comunidades tradicionais de Goiás - Foto: Mantovani Fernandes / Seel

Começa nesta sexta-feira (5), a 5ª Copa Quilombola, competição que valoriza a história e cultura de um dos povos mais tradicionais do Estado com 1,7 mil atletas inscritos, distribuídos entre 65 equipes, masculinas e femininas. As primeiras etapas serão disputadas entre sexta e domingo (7), com jogos em Cavalcante, Teresina de Goiás e Campos Belos, no Nordeste goiano. Etapas futuras vão ocorrer em Niquelândia e Goiânia.

Criado pelo governo estadual através de iniciativa da Secretaria Estado de Esporte e Lazer (Seel), o torneio já se consolidou entre as comunidades goianas, avalia o secretário, Welington Peixoto. “Elas estão aguardando com ansiedade pelo início da competição, que vem crescendo a cada ano. É uma premissa do Governo de Goiás que o esporte seja uma ferramenta de transformação e inclusão social, e nós acreditamos que a Copa Quilombola vem cumprindo o seu papel no fomento esportivo dessas comunidades”, destaca ele.

O Estado oferece o apoio estrutural e logístico para os participantes, com transporte, hospedagem e alimentação, além dos uniformes de jogo e materiais esportivos para treinamentos. Após esse fim de semana, Niquelândia vai receber mais uma etapa classificatória, onde serão definidos os times que vão disputar a fase final em Goiânia, com data a ser definida.

Atleta do time do Vão do Moleque, de Cavalcante, Jalisson Torres, mais conhecido como Jalinho, já conquistou três campeonatos da Copa Quilombola, e falou à Seel sobre a expectativa para mais um torneio: “A Copa Quilombola movimenta muito todas as comunidades, e isso é importante para nós, que não temos tantas oportunidades de disputar grandes competições, ainda mais com tudo pago pela organização”.

Doação de equipamentos

O atleta de Cavalcante ainda ressaltou o legado que a Copa Quilombola deixa para as comunidades, com a doação do material esportivo, após a competição. “Na nossa infância, muitas vezes, a gente jogava futebol chutando lobeira, um fruto aqui do cerrado. Agora temos materiais esportivos para trabalhar com as crianças, adolescentes e também com os adultos. É outra realidade”, finalizou o jogador.


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