Brasil e Japão fazem nesta segunda-feira, às 14h (de Brasília), no NRG Stadium, em Houston, o confronto válido pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026. A Seleção Brasileira chega ao mata-mata após terminar na liderança do Grupo C, que também teve Marrocos, Haiti e Escócia. Já os japoneses garantiram a classificação no Grupo F, superando a concorrência de Holanda, Suécia e Tunísia. Na véspera da partida, o técnico Carlo Ancelotti demonstrou confiança, mas pregou respeito total ao adversário.
O treinador destacou que a Seleção está preparada para enfrentar todas as situações que um confronto eliminatório pode proporcionar. “Para o jogo precisamos de muitas coisas: mente, coração e ideia clara. Temos que estar preparados para tudo o que pode acontecer numa eliminatória, e numa eliminatória pode acontecer muitas coisas. O time está preparado, motivado, tem confiança e foi bem nos últimos dois jogos. O time está preparado para tudo o que pode acontecer”, afirmou Ancelotti.
Acostumado a disputar e conquistar competições de mata-mata ao longo da carreira, o italiano brincou ao comparar a Copa do Mundo com a Liga dos Campeões. “Não é um mata-mata, é um mata, porque não há jogo de volta. O Brasil tem jogadores muito experientes neste tipo de partida. Tenho muita confiança na experiência e na qualidade deles. Trabalhamos para organizar uma equipe que possa aproveitar o enorme talento individual que possui.”
Ancelotti também fez questão de valorizar o Japão, adversário que derrotou o Brasil em amistoso antes da Copa do Mundo. Segundo o treinador, a Seleção Brasileira entra em campo encarando o duelo como uma decisão. “Foi uma boa experiência para nós. Deu para perceber que o Japão tem uma equipe competitiva e uma das melhores do mundo. Venceu a Inglaterra em março, temos respeito total por eles. Estamos nos preparando para esse jogo como se fosse uma final. E é uma final.”
Sobre a formação brasileira, o comandante manteve o mistério e não confirmou a equipe titular. Bem-humorado, preferiu despistar os jornalistas. “Não quero dar a escalação, não quero que vocês fiquem tão tranquilos. Vou pensar até amanhã. Mais ou menos será a mesma equipe, mas ainda vou decidir.”
Por fim, Ancelotti voltou a comentar a situação de Neymar, que retornou aos gramados contra a Escócia depois de um longo período afastado da Seleção. O treinador confirmou que o camisa 10 poderá ganhar mais minutos diante do Japão, mas condicionou a utilização ao andamento da partida. “Neymar está voltando muito bem, está progredindo bastante. É uma pena que ele não tenha conseguido treinar mais tempo conosco. Obviamente, pode jogar mais de 15 minutos. Depende muito do contexto do jogo.”
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