12 de julho de 2026
CURIOSIDADES

Chuteiras rosas: entenda por que os jogadores estão usando essa cor nos gramados

Se você reparar bem nos jogos, a cor da Barbie virou a grande dona do torneio. Gigantes do esporte usam a ciência dos olhos e a psicologia para destacar os atletas no campo
Maioria dos jogadores da Seleção Brasileira usando chuteiras rosas na Copa do Mundo. Foto: Rafael Ribeiro e Nelson Terme / CBF
Maioria dos jogadores da Seleção Brasileira usando chuteiras rosas na Copa do Mundo. Foto: Rafael Ribeiro e Nelson Terme / CBF

Quem acompanha os confrontos do mundial com atenção certamente já notou um detalhe curioso nos pés dos principais craques do planeta. A tonalidade rosa-choque virou a escolha dominante nos gramados e tomou conta das transmissões de TV.

Esta padronização visual, contudo, não partiu de uma escolha combinada entre os atletas e tampouco se limita a uma única empresa de calçados.

Dessa forma, marcas concorrentes como Nike, Adidas, Puma e New Balance desenharam coleções inteiras baseadas na mesma paleta vibrante para este torneio.

O mercado não trabalha com meras coincidências e todas as fabricantes encontraram no rosa a resposta para o mesmo desafio comercial.

A matemática visual que destaca o calçado no campo verde

Antes de tudo, a indústria dos esportes abandonou o visual básico em preto ou branco para abraçar conceitos de visibilidade extrema. Portanto, la explicação para a onipresença do pink envolve diretamente a teoria das cores e o estudo do círculo cromático.

Em primeiro lugar, o rosa e o verde ocupam posições exatamente opostas nessa escala de cores, o que os classifica como tons complementares. Essa relação geométrica cria o maior nível de contraste possível para o olho humano quando o designer posiciona as duas matizes lado a lado.

De acordo com especialistas de desenvolvimento de produtos da Nike, a tonalidade rosa se sobressai de forma única contra o gramado, seja para quem assiste diretamente da arquibancada ou pela tela da televisão.

Além disso, o rosa ganha ainda mais força porque nenhuma das seleções participantes utiliza uniformes nessa cor na atual competição. Apenas os trajes reservas da Bélgica e a vestimenta principal da Coreia do Sul chegam um pouco perto, mas sem gerar conflito visual.

O objetivo pessoal consiste em garantir que o calçado chame a atenção de forma isolada, gerando um impacto imediato na mente do consumidor.

O fator psicológico

Por outro lado, o investimento nessa tendência também esbarra em fatores comportamentais dos próprios competidores. Isto porque os laboratórios de pesquisa coletam depoimentos frequentes de consumidores e profissionais sobre o impacto das cores berrantes na autoestima.

Nesse sentido, o uso de matizes chamativas funciona como um amplificador de confiança para os momentos decisivos e de alta pressão física. O atleta que aceita calçar um tom tão chamativo atrai todos os olhares para os seus pés, transmitindo a mensagem de que possui habilidade suficiente para aguentar a cobrança do público.

Ademais, as obrigações e metas contratuais entre os jogadores e seus respectivos patrocinadores aceleram essa dominação global, visto que a maioria dos atletas deve usar rigorosamente os modelos enviados pelas marcas.

Os astros que decidiram ignorar a onda rosa no mundial

Finalmente, sempre existem estrelas consagradas que possuem força de mercado para quebrar as regras gerais de marketing. Durante o andamento das rodadas, alguns ícones do futebol mundial vão exibir modelos exclusivos e com propostas totalmente distintas.

O craque argentino Lionel Messi, por exemplo, calçará um modelo predominantemente branco com detalhes em azul e dourado, batizado de “El Último Tango”, que homenageia a sua primeira Copa em 2006.

Da mesma forma, o português Cristiano Ronaldo usará uma chuteira inteiramente dourada desenvolvida com exclusividade pela sua patrocinadora. No entanto, essas exceções apenas confirmam o sucesso do rosa como o grande vencedor comercial do campeonato.


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