09 de agosto de 2022
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Consumo de energia residencial dos goianos cresce 9,2% em abril

Consumo médio nas residências cresceu com confinamento. (Foto: Arquivo DG)
Consumo médio nas residências cresceu com confinamento. (Foto: Arquivo DG)

Com mais tempo em casa, o consumo de energia elétrica dos goianos cresceu 9,2% em abril, segundo levantamento divulgado pela Enel nesta segunda-feira (11). O valor refere-se às residências. Em estabelecimentos comerciais e industriais, houve queda.

“Ao contrário do que a gente observa na indústria e no comércio, que fecharam as portas e, portanto, praticamente deixaram de consumir energia, nas casas a situação é inversa para grande parte dos clientes. Famílias que antes passavam o dia fora, agora estão reunidas em suas casas. O ar-condicionado e a televisão ficam mais tempo ligados, o trabalho é realizado de casa, a geladeira é aberta toda hora. Tudo isso tem um reflexo imediato no valor da conta de energia”, explica a responsável de Operações Comerciais da Enel, Alessandra Kozlowski.

Segundo ela, o ar-condicionado do modelo menor, de 10.000 BTU/h, se ficar ligado por 8 horas/dia, vai representar, em média, uma cobrança de R$ 132 no fim do mês. Por outro lado, uma televisão e um computador, também funcionando por oito horas diárias, têm potencial para acrescentar R$ 52,74 mensais na conta de energia.

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“Evitar o uso de ar condicionado por longos períodos, desligar o monitor do computador durante as pausas, já que ele é responsável por cerca de 70% do consumo de energia do equipamento, controlar o tempo e a temperatura do banho, evitar abrir o tempo todo a porta da geladeira, sempre desligar a TV quando não estiver assistindo e as luzes da casa quando não precisar delas são dicas de ouro, que podem reduzir muito a conta no fim do mês”, afirma Alessandra.

Outra questão que fez a conta das residências subir para alguns clientes em abril foi o faturamento de uma parte do consumo de março, que ficou acumulado. Em março, quando foi decretado o isolamento social, a Enel, atendendo orientação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), faturou uma parte das contas de energia por média.

Em vez de um funcionário da Enel ir ao medidor e fazer a leitura, como de costume, em março o valor da cobrança foi calculado somando o consumo dos últimos doze meses e dividindo o resultado por 12. “Isso foi necessário para retirar naquele momento uma parte de nossos leituristas das ruas, até que tivéssemos garantias de que eles estariam seguros. Uma medida de proteção para os nossos colaboradores e clientes”, lembra a responsável de Operações Comerciais da Enel.

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Clientes residenciais que consumiram nos últimos 12 meses menos que agora, por ter menos gente em casa ou por ter hábitos diferentes, ao serem faturados pela média em março, receberam em casa uma conta de luz mais baixa que o devido. Esse consumo não faturado em março se acumulou e foi faturado na conta de abril.

“Quando retomamos gradativamente a leitura, seja por meio do leiturista ou da autoleitura do medidor, voltamos a faturar pelo consumo real. Se o cliente foi cobrado a mais em março por causa da média, em abril ele recebeu um crédito. Se foi cobrado a menos, como é a maioria dos casos, essa diferença está sendo faturada em abril”, diz Alessandra.