27 de maio de 2024
Brasil • atualizado em 28/04/2024 às 12:22

Congresso votará criação das universidades federais de Jataí e Catalão em fevereiro

O projeto de Lei de autoria do executivo que cria as Universidades Federais de Jataí e Catalão deverá entrar na pauta do Congresso Nacional após o recesso parlamentar de janeiro. O pedido de criação das duas novas universidades foi assinado no dia 3 de novembro de 2015 pela então presidente Dilma Roussef. “É uma luta de quase 20 anos. Desde que assumi em 1999, comecei a falar com os presidentes da República de então, como governador e como senador, pedindo a autonomia dos câmpus de Jataí e Catalão. Apresentei um Projeto de Lei no Senado, um projeto indicativo ao presidente da República solicitando a transformação destes câmpus em universidades autônomas”, lembrou o governador, acrescentando que sempre ajudou com recursos essas duas unidades universitárias federais.

O projeto presidencial tramita no Congresso Nacional há mais de um ano e, por representar um anseio justo de todo o Estado, não deverá enfrentar oposição para ser aprovado. “Ao longo de 60 anos, Goiás conviveu com uma única universidade federal. Aliás, uma extraordinária universidade federal, muito bem dirigida, que forma excelentes profissionais todos os anos, e que foi a responsável pela consolidação de dois dos mais importantes câmpus do país, que são os de Jataí e de Catalão,” comentou o governador à época.

Até chegar à assinatura do projeto pela ex-presidente da república, o governador Marconi Perillo percorreu um longo caminho. Um mês antes, o governo estadual havia anunciado a doação de um terreno de quase 400 hectares para o campus de Jataí. “Iniciamos um trabalho conjunto com apoio das prefeituras, da UFG e enviamos à presidente e ao ministro da Educação todas as informações”, declarou.

Marconi dividiu com as prefeituras de Jataí e Catalão e também com equipes da UFG, o sucesso do trabalho desenvolvido em favor da criação das duas universidades.

“Estamos multiplicando por três o número de universidades federais, e um estado como o nosso precisa contar com uma formação superior de alto nível, com universidades autônomas, e esses espaços serão decisivos para o futuro do Estado, futuro das próximas gerações”, destacou.

Desde que assumiu o Governo de Goiás em janeiro de 1999, Marconi Perillo liderou um trabalho de apoio à manutenção dos câmpus de Jataí e Catalão, e também da própria UFG, com investimentos de cerca de R$ 80 milhões em infraestrutura, pagamento de professores, construção do Centro de Ciências Agrárias, dentre outros. O campus de Jataí possui, hoje, 25 cursos de graduação e seis cursos de pós-graduação. Tem 339 docentes e 3.200 alunos. A regional já conta, também, com curso de Medicina.

O campus de Catalão, por sua vez, contabiliza 20 cursos de graduação. Fruto de convênio entre o Estado e o campus de Catalão, foram liberados R$ 3 milhões para auxiliar na estruturação do curso de Medicina na universidade federal em Catalão.

Por ocasião do anúncio de criação das duas novas universidades federais em Goiás, o reitor da UFG, Orlando Afonso do Amaral, reiterou o quanto Marconi trabalhou para que esse sonho se tornasse realidade: “Governador por quatro mandatos. Temos de fazer justiça. Nestes quatro mandatos, parceiro em Jataí, Catalão, na cidade de Goiás, em Goiânia. O governador sempre esteve presente, nos ajudando em tudo que precisávamos e agora abraçando essa causa”.

O prefeito de Jataí, Humberto Machado (PMDB), classificou a postura do governador como “republicana” ao levar a demanda da emancipação à  então presidente Dilma Rousseff. Humberto, que assim como Marconi está em seu quarto mandato, afirmou que, mesmo estando em partidos adversários, sempre tiveram uma relação de muito respeito. “Sempre disse ao governador que ‘governo não faz oposição a governo’ e ele tem mostrado na prática que leva esta máxima a sério”, disse. O prefeito afirmou que o ato do governador “desata um nó jurídico” e concretiza um sonho de muitos anos da comunidade jataiense.

O ex-reitor da UFG Edward Madureira comentou sobre a relação do governador com a ex-presidente Dilma Rousseff: “Desde o primeiro mandato da presidente Dilma, Marconi tem repetido essa frase do prefeito Humberto: ‘governo não faz oposição a governo’. E ele tem dado provas concretas disso. Ou seja, quando a causa é maior, as diferenças políticas têm ficado de lado e a gente tem de lutar pelo crescimento do país”.


Leia mais sobre: Brasil / Catalão