Um dos efeitos colaterais da confirmação da pré-candidatura de Wilder Morais (PL) ao governo de Goiás é a reabertura da discussão sobre os nomes que vão disputar o Senado. O governador Ronaldo Caiado (PSD) publicamente já dizia que havia fechado a chapa de Daniel Vilela (MDB) com a primeira-dama Gracinha Caiado (UB) e Gustavo Gayer (PL) como senatoriáveis.
A ideia do Palácio das Esmeraldas era, inclusive, barrar candidaturas avulsas, como as que se colocaram em 2022. Neste cenário, Vanderlan Cardoso (PSD), Zacharias Calil (UB) e Alexandre Baldy (PP) ficaram escanteados e já ameaçavam migrar de projeto.
Agora, além de ter uma vaga aberta na majoritária, o governo não quer abrir mão de nenhum apoio para enfrentar o PL. Por isso, governistas já indicam reabrir o diálogo com Calil, que já havia sido liberado por Caiado e até apareceu no lançamento da pré-candidatura de Wilder ao governo na última sexta-feira (20).
Vanderlan Cardoso também flertava com grupos adversários. O senador sempre deixou claro que seu projeto é a reeleição e não toparia se lançar a deputado federal. Antes, havia o impeditivo de a chapa estar fechada e seu partido agora ser controlado por Caiado, o que poderia levá-lo até para outra legenda. Agora, há espaço para diálogo, sinalizam palacianos.
Quem corre por fora é Alexandre Baldy. O presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab) não tem feito movimentos bruscos, mas admite ter interesse em disputar o Senado novamente. O governo, porém, avalia que o presidente do PP toparia uma suplência de Gracinha Caiado – ou do governador, caso haja alteração na rota da candidatura presidencial.
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