19 de agosto de 2026
ECONOMIA

Comércio varejista goiano registra o maior avanço em 5 meses

Setores de hipermercados e de venda de combustíveis e lubrificantes, os dois principais, puxaram resultado positivo
Resultado foi o melhor desde setembro do ano passado. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Resultado foi o melhor desde setembro do ano passado. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

O comércio varejista goiano teve, em fevereiro de 2026, o maior avanço mensal desde setembro do ano passado. As informações são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Conforme o levantamento, o volume de vendas do comércio varejista no estado subiu 1,9% em fevereiro, na série com ajuste sazonal. Após a queda de novembro (-1,3%), esta foi a terceira alta consecutiva da atividade e a maior desde setembro (1,9%).

Na comparação com fevereiro de 2025, o resultado foi ainda mais positivo (3%). Com isso, a variação acumulada em 12 meses é de 1,5%.

No Brasil, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 0,6% frente a janeiro, na série com influências sazonais. Na comparação com o mesmo mês de 2025, houve alta de 0,2%. Com esse desempenho, o setor acumula índices de 1,5% no ano e de 1,4% em 12 meses.

Vendas de Combustíveis e lubrificantes puxam alta

O grupo de combustíveis e lubrificantes puxou a alta na PMC. Segundo a pesquisa, o subgrupo teve elevação de 19% e apresentou o maior impacto para o resultado de fevereiro. Este foi o maior avanço desde outubro de 2008, quando o setor subiu 23,6%.

O setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que tem o maior peso no comércio goiano, subiu 2,1% em relação a fevereiro de 2025. Após dois meses de retração, o grupo atingiu o segundo avanço sucessivo.

Por outro lado, cinco atividades tiveram queda. A maior delas foi no grupo de móveis e eletrodomésticos, com 4,9%, na primeira retração desde setembro de 2024.

Também houve recuo do comércio de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-35,0%) e de Tecidos, vestuário e calçados (-3,6%). O primeiro grupo tem apresentado uma série de resultados negativos que já dura cinco meses, acumulando queda de 17,8% em 12 meses. Já o segundo, que havia crescido em janeiro (6,9%), repetiu a variação negativa que marcou o último
trimestre de 2025, quando apontou retrações de 0,8% (outubro), 5,4% (novembro) e 0,4% (dezembro).


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