Dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgados nesta quarta-feira (11), mostram que o volume de vendas do comércio varejista goiano subiu 0,2% em janeiro, na série com ajuste sazonal. Após a queda de 1,4% em novembro esta foi a segunda alta consecutiva da atividade no estado.
Na comparação com janeiro de 2025, quando houve retração de 0,4%, o resultado foi ainda melhor. Com isso, a variação acumulada em 12 meses é de 1,4%.
A nível nacional, o volume de vendas do comércio varejista variou 0,4% frente a dezembro de 2025
(-0,4%). Com isso, a evolução do índice de média móvel trimestral para o varejo ficou em 0,3% no trimestre encerrado em janeiro de 2026.
Combustíveis e lubrificantes puxam alta
Em relação a janeiro de 2025, o volume de vendas do comércio varejista em Goiás cresceu 3,7%. Dentre suas atividades, o grupo de Combustíveis e lubrificantes (7,3%), que possui o segundo maior peso no estado, foi o que apresentou maior impacto positivo para o resultado mais recente. Em janeiro, o setor alcançou a terceira alta consecutiva, embora ainda acumule queda de 5,5% em 12 meses.
O setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,3%), com o maior peso para o comércio goiano, também foi importante para alavancar a variação em relação a janeiro de 2025. Após dois meses de retração, o grupo atingiu o maior avanço desde abril (6,8%).
Em baixa
Em Goiás, três atividades apontaram queda no volume de vendas na comparação com janeiro de 2025. Dentre elas, o maior impacto negativo foi causado pelo grupo de Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,1%), que, apesar de registrar a terceira retração sucessiva, acumula alta de 0,7% em 12 meses.
Também houve recuo do comércio de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-19,9%) e de Livros, jornais, revistas e papelaria (-12,2%). O primeiro grupo tem apresentado uma série de resultados negativos que já dura quatro meses, acumulando queda de 15,7% em 12 meses. Já o segundo, embora não registre alta desde junho (24,7%), ainda mantém o acumulado positivo (1,0%) nos últimos 12 meses, graças aos expressivos avanços obtidos no primeiro semestre de 2025.
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