19 de agosto de 2026
PARCERIA

Com Vilela, Anápolis espera subsídio estadual para avançar com remodelação do transporte coletivo

Modelo atual, sem subsídio público, está sucateado e tem tarifa elevada, o que causou evasão de passageiros
Prefeitura quer parceria com Estado para redução de tarifa e melhorias. (Foto: Lucas Tavares)
Prefeitura quer parceria com Estado para redução de tarifa e melhorias. (Foto: Lucas Tavares)

A posse de Daniel Vilela (MDB) em 31 de março deve representar um avanço no pleito da prefeitura de Anápolis para remodelar o transporte coletivo. A aposta do prefeito Márcio Corrêa (PL) é de que o emedebista dará andamento a um projeto que garante algum tipo de subsídio do Estado ao Sistema de Transporte Coletivo da cidade (STPA).

O cenário mais provável é um projeto de lei que isente da incidência de ICMS o diesel da Urban, concessionária do sistema. Mas há no Centro Administrativo quem sonhe até com subsídio direto, como ocorre na Grande Goiânia.

No ano passado, Corrêa escalou o deputado estadual Amilton Filho (MDB) para tratar da questão. No mês passado, prefeito e parlamentar se reuniram com o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima. Eles estão otimistas, embora ainda não haja nenhum encaminhamento já pronto.

“Estamos conversando. Tem várias formas de o governo auxiliar, como o ICMS do óleo diesel, o subsídio integral do Passe Livre Estudantil, tem também o subsídio direto. Estamos discutindo as melhores formas. É uma prioridade minha e do prefeito”, disse Amilton Filho.

O parlamentar, no entanto, vê a chegada de Vilela ao comando do governo como ponto de partida. “Estamos avançando com o governo nessa pauta. Estamos avançando. Nossa expectativa é que tão logo Daniel Vilela assuma o governo consigamos andar com a remodelação do transporte coletivo”, avalia.

Cenário

O transporte coletivo de Anápolis vive um cenário de sucateamento. A Urban, atual concessionária, assumiu o serviço em 2015 com frota nova. De lá para cá não houve renovação relevante nos veículos que estão em uso. Também como consequência da pandemia de covid-19, o número de passageiros caiu e agravou o desequilíbrio do sistema.

O preço da tarifa subiu para R$ 5,25 e pode chegar a até R$ 6 caso o usuário faça o pagamento no dinheiro em vez do cartão. A promessa do prefeito Márcio Corrêa é não só oferecer um serviço melhor, com ônibus novos, com ar condicionado e wi-fi, como também reduzir a tarifa.


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