Goiás alcançou em 2025 a menor taxa de analfabetismo já registrada desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados nesta sexta-feira (19), mostram que o índice entre pessoas com 15 anos ou mais caiu para 3,5%, consolidando uma trajetória de queda observada nos últimos anos.
Entre 2016 e 2025, a taxa de analfabetismo no estado passou de 5,9% para 3,5%. Segundo o levantamento, Goiás contabiliza atualmente 207 mil pessoas analfabetas, número inferior ao registrado em 2024, quando eram 213 mil.
O governador Daniel Vilela atribuiu os resultados aos investimentos realizados na área da educação e às políticas públicas voltadas à alfabetização e à permanência dos estudantes na escola. “Os resultados mostram que os investimentos feitos ao longo dos últimos anos estão chegando à população. Educação significa acesso ao conhecimento, qualificação profissional e melhores condições de vida para as famílias goianas”, afirmou.
Redução entre idosos impulsiona resultado
Os dados apontam que a maior redução do analfabetismo ocorreu entre a população com mais de 60 anos. Nessa faixa etária, a taxa caiu de 14% para 12,3% entre 2024 e 2025.
Entre as iniciativas apontadas pelo governo estadual como responsáveis pelo avanço está o programa Alfabetização e Família, coordenado pelo Goiás Social e executado pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc). A ação oferece oportunidades de alfabetização para jovens, adultos e idosos que não tiveram acesso à educação na idade adequada.
Outra estratégia destacada é o programa AlfaMais Goiás, desenvolvido em parceria com os 246 municípios goianos. A iniciativa busca fortalecer a alfabetização na idade certa e ampliar as habilidades de leitura e escrita nos primeiros anos do ensino fundamental.
Escolaridade também bate recorde
Além da redução do analfabetismo, Goiás registrou o maior percentual de pessoas com 25 anos ou mais que concluíram a educação básica obrigatória.
O índice chegou a 32,5% em 2025, crescimento de 1,4 ponto percentual em relação ao ano anterior. O resultado reflete o aumento da permanência dos estudantes nas escolas e a ampliação do acesso ao ensino médio.
Na educação básica, a taxa de frequência escolar entre crianças de 6 a 14 anos alcançou 96,7%, superando a meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE). Entre os jovens de 15 a 17 anos, a taxa de escolarização chegou a 92,3%, evidenciando avanços no combate à evasão escolar.
Menor índice de jovens fora da escola e do mercado de trabalho
Outro indicador positivo apontado pela pesquisa é a redução do número de jovens entre 15 e 29 anos que não estudam nem trabalham. Em 2025, Goiás registrou 239 mil pessoas nessa condição, o equivalente a 14,1% da população da faixa etária. Trata-se do menor percentual desde o início da série histórica, em 2019, além de ficar abaixo da média nacional, que alcançou 17,5%.
Os dados também mostram que 64% dos jovens goianos estavam ocupados, estudando ou conciliando trabalho e estudos em 2025, demonstrando maior inserção tanto no mercado de trabalho quanto nas instituições de ensino.
Para Daniel Vilela, os resultados reforçam a importância da educação como ferramenta de transformação social. “Todos esses números mostram que Goiás está no caminho certo ao investir na educação como ferramenta de transformação social. Conseguimos avançar na alfabetização, ampliar a conclusão da educação básica e criar condições para que mais jovens permaneçam estudando ou ingressem no mercado de trabalho. Educação representa oportunidade, desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida para a população”, concluiu.
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