16 de julho de 2026
Esportes

Com quase R$ 100 milhões de déficit, Goiás Esporte Clube tem contas aprovadas por conselheiros

Membros do Conselho Administrativo do Goiás EC (Foto - Tandara Reis)
Membros do Conselho Administrativo do Goiás EC (Foto - Tandara Reis)

O Conselho Deliberativo do Goiás Esporte Clube realizou, na noite desta terça-feira (23/06), uma reunião na Serrinha para analisar as contas do Conselho de Administração referentes ao exercício de 2025. A prestação de contas foi aprovada com ressalvas por maioria dos presentes, mesmo diante do maior déficit financeiro da história do clube. No período, o Verdão registrou resultado negativo de R$ 98,1 milhões, valor superior ao já preocupante déficit de R$ 69 milhões contabilizado em 2024.

A votação contou com a participação de apenas 91 conselheiros, número considerado baixo diante do universo de aproximadamente 250 membros aptos a votar. Do total de presentes, 57 conselheiros optaram pela aprovação das contas com ressalvas, enquanto 34 votaram pela reprovação. Apesar da aprovação, o resultado evidenciou uma divisão significativa dentro do Conselho Deliberativo em relação à condução administrativa do clube.

Durante a reunião, o presidente do Conselho de Administração, Aroldo Guidão, foi alvo de críticas e cobranças por parte de conselheiros, que chegaram a pedir sua renúncia. Além disso, existe a possibilidade de um grupo de conselheiros solicitar uma investigação mais aprofundada sobre as contas apresentadas, com o objetivo de apurar a origem dos gastos e os fatores que levaram o Goiás a registrar déficits tão expressivos em dois anos consecutivos.

Paralelamente ao encontro do Conselho Deliberativo, cerca de 60 torcedores participaram de um protesto em frente ao Estádio Hailé Pinheiro. A manifestação foi convocada pela torcida organizada Força Jovem, que direcionou críticas à atual gestão. Entre os gritos e faixas exibidos, os torcedores pediram a saída de Aroldo Guidão, classificaram sua administração como incompetente e protestaram contra a situação financeira do clube. O presidente do Conselho Deliberativo, Paulo Rogério Pinheiro, também foi alvo de cobranças por uma postura mais firme diante da crise.

O cenário político e financeiro conturbado ocorre em meio a um momento delicado dentro das quatro linhas. O Goiás vem de uma goleada sofrida para o Operário na Série B do Campeonato Brasileiro e ocupa apenas a 12ª colocação, distante da zona de acesso. Além dos resultados ruins em campo, o clube enfrenta relatos de atrasos salariais, premiações pendentes e problemas com fornecedores. A situação aumenta a pressão sobre a diretoria às vésperas da abertura da janela de transferências, considerada fundamental pelo técnico Daniel Paulista para reforçar o elenco e aumentar a competitividade da equipe na sequência da temporada.


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