16 de julho de 2024
COMPANHIA GARANTIDA

Com proposta enviada ao TCM, prefeito vê futuro longo para Comurg, sem liquidação

Rogério Cruz diz que Companhia tem outros serviços, além da coleta, e que o termo "liquidação" é inadequado para descrever o futuro da Comurg
Prefeito disse que espera manter independência da Comurg e que não vai extinguir a companhia - Foto: Secom Goiânia / Jucimar de Sousa
Prefeito disse que espera manter independência da Comurg e que não vai extinguir a companhia - Foto: Secom Goiânia / Jucimar de Sousa

Um dia após enviar ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) uma proposta de Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) o prefeito Rogério Cruz afirmou, nesta quinta-feira (13), que a Prefeitura de Goiânia, neste momento, “não consegue absorver a Comurg”. Por outro lado, ele afastou a palavra liquidação (extinção) do futuro da Companhia.

A possibilidade de a companhia se tornar dependente da prefeitura consta de relatório aprovado esta semana no Tribunal Pleno do TCM, como mostrou reportagem do Diário de Goiás na quarta-feira (12). Na mesma sessão, diferentes conselheiros sinalizaram que a liquidação era um caminho que eles aprovavam.

Em declarações ao DG, e também em entrevista para a Rádio CBN/Goiânia, nesta quinta, o prefeito seguiu a mesma linha de destacar outras atribuições da Comurg, que não apenas a coleta de lixo, onde sua atuação vem sendo muito criticada. “A Comurg é uma empresa que faz o serviço de urbanização da cidade. Ela tem outros serviços além da coleta. E ela tem cuidado disso porque temos um contrato com ela através da Seinfra (Secretaria Municipal de Infraestrutura)”, disse ao editor-chefe do DG, jornalista Altair Tavares.

TAG no TCM valerá a partir de 2025

Após apresentar o TAG ele avaliou que, sendo aprovado, o processo que vai ajustar a situação do órgão deverá começar a partir de 2025. “É um processo de médio e longo prazo. Não tem como falar qual será o futuro. O futuro é o sempre ter o cuidado com a cidade e o que nós queremos é sempre o melhor”, declarou.

Na entrevista à emissora de rádio, o prefeito frisou que o problema da Comurg é antigo. “A população espera há anos pela resolução”. E valiou que na atual gestão “as soluções começam a avançar”.

No oposto do recomendado no relatório do TCM, o prefeito enfatizou a importância de tornar a Comurg uma entidade totalmente independente, “com capacidade de gerenciar seus processos e serviços de forma autônoma para atender às necessidades da comunidade”, disse.

“A Prefeitura de Goiânia, neste momento, não consegue absorver a Comurg. Por isso que nós fizemos essa TAG, trouxemos a responsabilidade de trazer solução para a Comurg, que é um trabalho que temos feito desde o início da nossa gestão: fazer com que a Comurg seja totalmente independente, fazendo seus processos de trabalho e serviços prestados à comunidade. O processo será a longo prazo para que essas decisões possam ser tomadas com o acompanhamento, com a construção dessa decisão junto ao TCM”, afirmou.

Além disso, ele justificou que o TAG dá início a uma discussão para um processo que começará em 2025. “Dependendo do acordo que será feito ou a determinação TCM, seja [a Comurg] dependente ou independente, a prefeitura precisa também trabalhar para que os cofres da prefeitura tenham condições de manter ou não e continuar fazendo o trabalho para a população”, pontuou.

Liquidação da Comurg

O prefeito esclareceu que o termo “liquidação” é inadequado para descrever o futuro da Comurg. Nesse ponto, citou que a empresa desempenha um papel fundamental na manutenção da limpeza urbana da cidade, incluindo cuidados com jardins, praças e parques.

O prefeito assegurou que a Comurg continuará suas atividades essenciais. Cruz não descartou que adaptações sejam necessárias para garantir a eficácia e a sustentabilidade da Companhia a longo prazo.

“Liquidação eu acho uma palavra muito complicada, porque a Comurg é uma empresa que é para cuidados, uma empresa urbana de lixo, ela hoje faz parte com 49% com outras funções, ela tem os jardins, cuidados com praças, ela apoia com os cuidados nos parques, tem a varrição manual. Tudo isso é comum que ela faça. É uma empresa que faz o serviço de cuidados de limpeza urbana na cidade, estão não significa que vá acontecer isso, como dizem, liquidar”, afirmou Rogério Cruz.


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Marília Assunção

Jornalista formada pela Universidade Federal de Goiás. Também formada em História pela Universidade Católica de Goiás e pós-graduada em Regulação Econômica de Mercados pela Universidade de Brasília. Repórter de diferentes áreas para os jornais O Popular e Estadão (correspondente). Prêmios de jornalismo: duas edições do Crea/GO, Embratel e Esso em categoria nacional.