A classificação A atingida pela prefeitura de Goiânia na avaliação mais recente da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para a Capacidade de Pagamento (Capag) do município, possibilita que a administração contrate operações de crédito no valor de até R$ 12 bilhões.
O número foi divulgado nesta quarta-feira (24) pelo prefeito Sandro Mabel (UB) e considera todos os indicadores que formam a Capag, como o endividamento, poupança corrente e liquidez.
A liquidez relativa, que considera as obrigações financeiras do município dividida pela Receita Corrente Líquida (RCL) é de 5%, ou seja, há um baixo comprometimento das receitas e uma elevada capacidade do Paço em cumprir seus compromissos financeiros.
“Temos um fôlego financeiro financeiro grande. A prefeitura tem baixo endividamento e temos diminuído ainda mais. Por essa metodologia, a prefeitura pode ainda buscar R$ 12 bilhões (em crédito). Nosso número é muito favorável”, comemorou o prefeito.
Quando Mabel assumiu a gestão, a capital tinha Capag C, numa escala que vai até D. Ou seja, o município era classificado como um mau pagador e havia risco de não cumprimento das obrigações financeiras pelo alto comprometimento fiscal.
“Hoje todos os nossos dados de contabilidade são extremamente confiáveis. Temos que aproveitar essa oportunidade”, disse Mabel, que citou ter recebido contato de inúmeros bancos que ofereceram financiamentos para Goiânia após a conquista da Capag A.
O prefeito explicou que tem focado na contratação de projetos, que hoje é uma carência da capital. “A cidade não tem um projeto. Temos dinheiro em caixa e não tem projeto (para fazer a obra)”, frisou. “Estamos lotando os escritórios de projetos e até com dificuldade em contratar. Vou reservar R$ 100 milhões para projetos e R$ 46 milhões já temos contratados”, detalhou.
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