Com o governador Ronaldo Caiado à frente do PSD em Goiás, o partido passa a concentrar três nomes cotados para a vaga de vice na chapa governista de 2026. Adriano Rocha Lima, Gustavo Mendanha e José Mário Schreiner aparecem hoje como opções internas, em um cenário ainda aberto e condicionado à montagem da aliança.
Adriano Rocha Lima é um dos quadros mais próximos do núcleo do governo. Com perfil técnico e atuação direta na gestão estadual, ele atua como secretário-geral da Governadoria e reúne confiança interna e trânsito entre auxiliares do Palácio das Esmeraldas. Entretanto, nos bastidores, seu nome perdeu tração após o senador Wilder Morais (PL) anunciar a ex-emedebista e advogada Ana Paula Rezende como sua vice. A movimentação mexeu com a base caiadista eu passou a defender um nome mais político para a vice.
Esse movimento recolocou o ex-prefeito Gustavo Mendanha no jogo. Evangélico e com perfil político por ter comandado Aparecida em duas gestões, o gestor passou a articular a posição de vice, desde então. Após o evento do último sábado (14), em Jaraguá, anunciou que de fato é “pré-candidato a vice” na chapa de Daniel Vilela.
Já José Mário Schreiner, presidente da Faeg, representa o agronegócio, setor estratégico na base de sustentação de Caiado. Seu nome é visto como alternativa de equilíbrio político e conexão com o interior, haja vista a ligação e Wilder Morais com o setor. Seria uma espécie de ponto de equilíbrio.
Fora da sigla, o nome do ex-senador Luiz do Carmo também aparece no radar. Filiado ao Podemos, ele é ligado ao segmento evangélico e mantém relação direta com a Assembleia de Deus por meio do bispo Oídes do Carmo, presidente da convenção no estado. Recentemente, chegou a defender que a primeira-dama Gracinha Caiado participe dos debates que vão escolher o vice, ao lado de Daniel e do próprio governador Ronaldo Caiado.
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