15 de julho de 2026
BASTIDORES DA ELEIÇÃO

Com Caiado candidato, Eduardo Leite decide ficar no cargo e foca em sucessão no Rio Grande do Sul

Governador abre mão de disputar o Planalto, apoia vice ao governo e organiza chapas ao Senado no Rio Grande do Sul
Eduardo Leite estava na disputa interna no PSD contra Caiado (Foto: Maurício Tonetto)
Eduardo Leite estava na disputa interna no PSD contra Caiado (Foto: Maurício Tonetto)

A escolha do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como presidenciável do PSD provocou efeito imediato no partido. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, decidiu permanecer no cargo até o fim do mandato e conduzir a própria sucessão no estado. A informação é da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles.

A decisão deve ser anunciada nas próximas horas. No mesmo movimento, Leite deve formalizar apoio à candidatura de seu atual vice, Gabriel Souza (MDB), ao governo do estado nas eleições de outubro.

Para a vaga de vice, o desenho prevê o deputado estadual Ernani Polo, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico. Ele deve se filiar ao PSD para compor a chapa.

Leite também deve apresentar seus nomes ao Senado. De acordo com a apuração, os escolhidos são o deputado estadual Frederico Antunes (PP) e o ex-governador Germano Rigotto (MDB).

A decisão de permanecer no governo encerra a possibilidade de uma disputa interna no PSD pela candidatura presidencial e consolida o nome de Caiado como aposta única da legenda para 2026.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciará nesta segunda-feira (30) sua candidatura à Presidência da República. A informação foi publicada pela jornalista Natuza Nery, da GloboNews, e confirmada também pela coluna de Lauro Jardim, de O Globo.

Recém-filiado ao Partido Social Democrático, presidido por Gilberto Kassab, Caiado foi escolhido como o nome da legenda para a disputa nacional após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior.

O anúncio está previsto para as 16h, em entrevista coletiva na sede do partido, em São Paulo.

A definição ocorre em meio à estratégia do PSD de ocupar espaço na disputa presidencial, hoje marcada pela polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o campo bolsonarista. Internamente, porém, interlocutores do partido reconhecem que as chances de viabilização eleitoral, neste momento, são consideradas baixas, de acordo com pesquisas de opinião.


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