09 de agosto de 2026
Publicado em • atualizado em 27/07/2026 às 17:01

Vila Nova supera Goiás e Atlético na média de público no 1º Turno da Série B

Torcida do Vila Nova no Onesio Brasileiro Alvarenga (Foto - Roberto Corrêa)
Torcida do Vila Nova no Onesio Brasileiro Alvarenga (Foto - Roberto Corrêa)

Os três principais clubes do futebol goiano iniciam o segundo turno da Série B do Campeonato Brasileiro alimentando o mesmo sonho: conquistar o acesso e garantir presença na elite do futebol nacional em 2027. Na primeira metade da competição, o Vila Nova foi quem apresentou o melhor desempenho, fechando o turno dentro do G-6, faixa de classificação para os playoffs. Goiás e Atlético-GO aparecem logo atrás e seguem próximos da zona de classificação, mas precisam melhorar seus números para permanecerem fortes na disputa.

Se dentro de campo a distância entre os representantes goianos não é tão grande, nas arquibancadas existe uma diferença significativa. E, de maneira geral, a presença do torcedor ainda pode ser considerada baixa diante da importância da competição e da possibilidade real de acesso. O Vila Nova apresentou a melhor média entre os três: 6.551 torcedores por partida no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga. O Goiás aparece logo atrás, com 6.371 presentes por jogo no Estádio Hailé Pinheiro. Bem distante está o Atlético-GO, que registrou média de apenas 2.456 torcedores no Estádio Antônio Accioly.

O Vila Nova Futebol Clube disputou nove partidas como mandante no Onésio Brasileiro Alvarenga durante o primeiro turno e recebeu, ao todo, 58.962 torcedores. O maior público colorado aconteceu na vitória por 2 a 1 diante do São Bernardo, quando 10 mil torcedores estiveram presentes. Já o menor foi registrado justamente na estreia do Tigrão na Série B, no empate por 2 a 2 contra o CRB: 2.485 presentes.

Também com nove partidas no Estádio Hailé Pinheiro, o Goiás recebeu 57.343 torcedores no primeiro turno, apenas 1.619 a menos que o Vila Nova. O maior público esmeraldino foi registrado no empate por 1 a 1 diante do Sport, com 10.575 presentes. Na outra ponta, a vitória por 2 a 0 sobre o Ceará teve o menor público do Verdão em casa: 3.455 torcedores. A média esmeraldina ficou em 6.371 presentes por partida.

O cenário mais preocupante nas arquibancadas é o do Atlético-GO. Mesmo tendo realizado dez partidas no Antônio Accioly – uma a mais que Vila Nova e Goiás em seus estádios – o Dragão recebeu apenas 24.558 torcedores, média de aproximadamente 2.456 por jogo. O maior público aconteceu no clássico contra o Goiás, empate por 1 a 1, com 3.699 presentes. Já o menor foi registrado no movimentado empate por 3 a 3 contra o CRB: apenas 1.489 torcedores acompanharam no estádio uma partida em que o Atlético chegou a estar perdendo por 3 a 0 e buscou a reação.

A média de público é baixa quando se considera o objetivo dos três clubes: conquistar o acesso à Série A. E não dá para colocar essa realidade apenas na conta do preço dos ingressos, que, de maneira geral, não estão entre os grandes obstáculos para o torcedor. Aliás, diante de todo o apoio recebido pelo futebol profissional, com incentivos, benefícios fiscais e recursos públicos destinados aos clubes, cabe até uma reflexão: o ideal seria avançar para políticas que subsidiassem os ingressos e ampliassem o acesso do torcedor aos estádios. Se existe investimento público no futebol – meu, seu, nosso dinheiro – nada mais razoável que parte desse retorno chegue diretamente a quem sustenta o espetáculo nas arquibancadas.