10 de agosto de 2022
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Os caminhos que levaram Marconi Perillo à pré-candidatura ao Governo de Goiás

Marconi Perillo. Foto: Reprodução/Facebook
Marconi Perillo. Foto: Reprodução/Facebook

Quando o ex-governador Marconi Perillo decidiu voltar ao jogo eleitoral por Goiás ainda no ano passado, jamais imaginaria que confirmaria no próximo sábado (16/07) no encontro estadual do PSDB em Goiás, sua pré-candidatura ao Governo do Estado em uma tentativa de retornar ao Palácio das Esmeraldas, mesmo com uma alternativa ao Senado Federal mais atrativa, de acordo com as últimas pesquisas de intenção de voto

A não ser que ocorra uma reviravolta e o presidente estadual do Patriota, Jorcelino Braga mude de ideia e dê a bênção para uma “dobradinha” com o ex-prefeito de Aparecida e pré-candidato ao Palácio das Esmeraldas, Gustavo Mendanha (Patriota), o tucano vai confirmar sua pré-candidatura ao Governo de Goiás. Braga, no entanto, é resistente e não vai mudar a posição e diz que Mendanha já tem seu pré-candidato ao Senado: o deputado federal João Campos, do Republicanos.

Se não tivesse alimentado esperanças de que poderia ser candidato ao Palácio, Marconi Perillo poderia até avaliar uma pré-candidatura à Câmara dos Deputados. Com a votação expressiva, ajudaria a eleger dois ou três parlamentares tucanos de forma tranquila. Agora, avaliam os aliados, isso está fora de cogitação. Além de ser um “tiro no escuro”, é uma experimentação arriscada e a biografia do ex-governador Marconi Perillo estaria em jogo. Não há espaço para erros.

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E o caminho é o mesmo para o Senado Federal. Como alimentou expectativas com relação ao Governo, as portas para articulação com outros partidos expressivos foram sendo fechadas e não há diálogo com os que restaram. E o PT, apesar dos desejos do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva em compor com o PSDB, em Goiás? Aliados tucanos avaliam que essa composição, apesar de ser atrativa, poderia prejudicar a chapa de pré-candidaturas a deputados estaduais e federais.

Com bolsonaristas no meio tucano, uma composição com o PT poderia provocar uma debandada na chapa e melar todos os arranjos feitos até agora. Se há apoiadores do presidente da República, Jair Bolsonaro em ninhos tucanos, haveria caminho para uma aliança com o PL, do pré-candidato, Major Vitor Hugo? Tampouco. Tanto o deputado federal como o ex-governador não veem com bons olhos a hipótese. O primeiro coloca Marconi no balaio de “esquerdistas” enquanto o tucano, em um eventual segundo turno nas eleições presidenciais, avalia Lula como potencial de voto.

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Sem composição com uma chapa forte para concorrer ao Senado, a cúpula tucana descarta uma candidatura isolada e considera, que a partir de anunciada a pré-candidatura ao Governo no próximo sábado (16), é questão de tempo até que a configuração da chapa majoritária seja definida. Aliados de Marconi Perillo avaliam que, com o projeto ao Palácio das Esmeraldas anunciado, nomes fortes – até mesmo que hoje caminham ao lado do governador Ronaldo Caiado – apareçam em ninhos tucanos. 

(Com edição e colaboração de Domingos Ketelbey)

Altair Tavares

Editor e administrador do Diário de Goiás. Repórter e comentarista político.