25 de junho de 2022
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Henrique Meirelles sugere fundo para controle do preço dos combustíveis

Henrique Meirelles fala sobre soluções para as altas dos combustíveis no Brasil: "Governo tem de assumir responsabilidade" (Foto: Divulgação)
Henrique Meirelles fala sobre soluções para as altas dos combustíveis no Brasil: "Governo tem de assumir responsabilidade" (Foto: Divulgação)

A alta galopante nos preços de combustível preocupa o consumidor que começa a sofrer quando vai abastecer o carro. As empresas de transporte coletivo também demonstram publicamente a preocupação nos constantes reajustes. Uma das medidas que Goiás adotou no sentido de freá-los é congelamento do ICMS sobre o valor da compra de combustíveis. Em entrevista ao jornalista Altair Tavares, do Diário de Goiás, o pré-candidato ao Senado, Henrique Meirelles destaca algumas prováveis soluções para frear as altas constantes.

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Henrique Meirelles pontua que há duas situações que ficam expostas com essa atitude do governo. “A primeira finalidade é, dar colaboração dos estados que estão colaborando como podem congelando o preço do ICMS sobre o combustível. Tem uma consequência secundária que mostra que isso não vai baixar o preço do combustível”, dispara.

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Se não vai adiantar, o que é que será do futuro com relação aos consequentes aumentos que irão surgir? “Acho que temos que ter um olhar sério com relação a isso. Eu sou favorável a nível de competição e não gosto de interferência de governo, mas eu acho o seguinte: quando a companhia é monopolista e estatal, controlada pelo Governo, então o governo é responsável pela fixação de preços porque é um monopólio. Se tivéssemos, por exemplo, quatro companhias de petróleo disputando o mercado, aí tudo bem, deixa livre que haverá solução e o preço vai ser fixado pela competição, mas não há competição, é só uma companhia, o governo bota o preço onde quiser e fixa o lucro da companhia onde quiser e distribuí mais da metade do lucro para acionistas privados”, pontua Henrique Meirelles.

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Henrique Meirelles defende a implantação de um fundo que sugeriu enquanto era Ministro da Fazenda, em 2018. “Eu acho que é muito importante se esperar que o governo assuma a responsabilidade como controladora de um monopólio, e a responsabilidade na moderação deste preço, eu próprio fiz uma proposta em 2018 para criação de um fundo para estabilização de preços. Isso é possível ser feito e os acionistas privados eles tem consciência de que estão comprando ações de um monopólio estatal e o governo como monopólio estatal tem de assumir a sua responsabilidade de fixador de preços e que não irá competição para fixar preços”, avalia. “O governo é responsável por moderar isso e não deixar que o monopólio vá fixando preços que são punitivos para a economia dos consumidores”, dispara.