20 de maio de 2022
Publicado em • atualizado em 30/03/2022 às 07:45

“Desconfortável”, Paulo Cesar Martins filia ao PL mirando “sobrevivência política”

Em conversa com o blog, Paulo pontuou que o PL foi o único partido que abriu as portas e deu condições para que disputasse a reeleição
Paulo César Martins se filiou ao PL junto com os colegas deputados estaduais, Major Araújo e Claudio Meirelles (Foto: Divulgação/Flávio Canedo/Instagram)
Paulo César Martins se filiou ao PL junto com os colegas deputados estaduais, Major Araújo e Claudio Meirelles (Foto: Divulgação/Flávio Canedo/Instagram)

Um dos principais fiadores da campanha do pré-candidato ao Governo de Goiás, Gustavo Mendanha (sem partido), o deputado estadual Paulo César Martins se filiou ao PL mirando disputar a reeleição para a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, mas com a reconfiguração de rota: agora será obrigado a apoiar o deputado federal Major Vitor Hugo, que teve sua pré-candidatura confirmada nesta segunda-feira (28/03).

Em conversa com o blog, Paulo pontuou que o PL foi o único partido que abriu as portas e deu condições para que disputasse a reeleição. “Todos as outras legendas não quiseram nossa filiação devido ao nosso contingente eleitoral. Poderia atrapalhar os planos na eleição de outros candidatos”, destacou. Filiaram com Martins os deputados estaduais Major Araújo e Cláudio Meirelles.

Martins reconheceu que houve um certo desconforto com a decisão do presidente em não levar adiante o apoio a pré-candidatura de Gustavo Mendanha, mas o fato de não ter uma agremiação que os recebesse pesou em, no fim das contas, continuar no PL e apoiar o deputado federal. “Nós estávamos com a bandeira [de apoio a Mendanha]. Com as dificuldades de não ter legenda partidária acabou que nós enfrentamos um papel desconfortável porque tivemos de acompanhar o PL pois estava numa decisão de poder filiar o Gustavo mas não houve viabilidade. Agora, temos que buscar o caminho para a sobrevivência na nossa vida política.”

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Questionado se é possível manifestar apoio a Mendanha, mesmo com outro candidato no partido, Paulo pontuou ser uma tarefa difícil. “É muito difícil porque o partido vai ter agora o seu candidato a governador que é o major Vitor Hugo. Temos que buscar os entendimentos para a gente poder sobreviver dentro da chapa”, ponderou.

Paulo pontua que o relacionamento entre Major e Bolsonaro foi predominante para decisão. “Na verdade, o Major tem o diferencial já há alguns anos com o presidente da República. Acredito que isso deu uma condição maior de poder influenciar na sua questão pessoal”, pontuou. No entanto, segue firme e respeita a predileção do presidente da República. 

Uma coisa é fato: continuar no MDB com o apoio ao governador Ronaldo Caiado era impossível. “Nós sempre tivemos nossa posição política com a bandeira que o MDB sempre carregou e eu carreguei com o MDB ao longo da minha vida política. Eu não teria como comungar com um candidato que sempre lutou contra o MDB. Aliás, diga-se de passagem, ele usava uma frase que dizia que onde estivesse um ou dois do MDB, podia chamar a polícia porque só tinha ladrão. Isso é só uma frase que ele usava sobre o MDB. Não tinha como eu apoiar um governo dessa natureza”, destacou.

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