17 de agosto de 2022
Em defesa das urnas

Coalizão entrega a Pacheco carta em defesa do sistema e processo eleitoral

Movimento pela democracia reuniu assinaturas de 58 instituições
O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, recebeu carta à favor da democracia nesta quarta-feira (3). Foto: Reprodução
O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, recebeu carta à favor da democracia nesta quarta-feira (3). Foto: Reprodução

A Coalizão em Defesa do Sistema Eleitoral entrega, às 13h30 desta quarta-feira, ao presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), uma carta pela defesa do sistema eleitoral brasileiro e de repúdio aos constantes ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) à lisura do processo. O documento reúne assinaturas assinada por 58 instituições, entre movimentos sindicais, associação de advogados, juristas e bancários.

“É isenta de dúvidas a forma como o Brasil vem, ao longo de décadas, aprimorando e fazendo evoluir seu sistema de votação e de apuração de votos. Esse sistema que, em todas as eleições realizadas, entregou seus resultados dentro da mais ampla transparência e lisura, foi, inclusive, o sistema que permitiu que o atual Presidente assumisse seu cargo e fosse diplomado, com mais de 50 milhões de votos, nas últimas eleições”, diz a carta.

A coalizão sustenta que é inadmissível que o chefe do Executivo “valha-se de seu cargo, para atuar de forma exatamente oposta a seus deveres jurídicos e institucionais, atacando de forma periódica, reiterada e sistemática o sistema eleitoral brasileiro, dirigindo-lhe críticas infundadas, dúvidas e afirmações desprovidas de respaldo técnico e racional”. Segundo o grupo de instituições, os brasileiros estão “reféns de chantagens e ameaças de ruptura institucional”.

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No documento, a coalizão pede que o Congresso Nacional reaja às ameaças do presidente “manifestando-se claramente contrário a qualquer aventura golpista”. Pede também que a carta seja lida nos plenários das duas Casas Legislativas, “para que a sociedade saiba que as organizações e movimentos sociais não estão inertes, estão atentos e mobilizados em defesa da democracia no nosso país”. (Por Izael Pereira/Estadão Conteúdo)