Janja pede retirada do Discord do ar no Brasil
A primeira-dama brasileira, Janja da Silva, defendeu na quinta-feira (6) a retirada da rede social Discord do ar no Brasil após citar recentes casos graves de violência envolvendo crianças e adolescentes na plataforma, incluindo uma morte no Mato Grosso do Sul. A declaração ocorreu durante a sanção do projeto de lei 3.066/2025, que amplia o combate à violência sexual no ambiente digital.
“Eu acho que a gente precisa retirar imediatamente. A gente precisa bloquear o Discord no Brasil de qualquer forma”, apelou ela, se dirigindo ao ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias. “A gente precisa atuar junto ao Judiciário para retirar essa rede horrorosa do ar.”
Primeira-dama cita caso de adolescente que morreu durante transmissão
Ao justificar o apelo, Janja citou um episódio de suicídio em Naviraí (MS) durante uma transmissão ao vivo: “Eu não posso aceitar ver uma menina de 13 anos se mutilar ao vivo na internet e morrer”, disse. Janja argumentou que esse tipo de situação se agrava porque tem sido frequente. “Esse não é um caso isolado, são muitos e muitos casos”, apontou.
Governo busca instrumentos legais para restringir a plataforma
A primeira-dama defendeu que o Brasil encontre mecanismos legais para restringir o funcionamento da plataforma, com atuação conjunta entre Executivo e Judiciário. “A gente precisa encontrar instrumentos legais para isso acontecer”, pediu ela.
AGU analisará informações sobre o caso citado
Após a fala, Jorge Messias pediu que as informações sobre o caso citado por Janja fossem encaminhadas ao seu gabinete para que fossem adotadas as medidas cabíveis.
Até o momento não há informações se a plataforma Discord se manifestou publicamente ou respondeu aos contatos da imprensa para comentar o pedido de bloqueio feito pela primeira-dama Janja da Silva.
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