08 de setembro de 2026
Alianças

Cíntia Dias retira pré-candidatura ao governo e se volta para o Senado em coligação que apoia Lula

Presidente do PSOL retirou candidatura ao governo estadual para fortalecer frente ampla com sete partidos; foco da campanha será a pauta trabalhista e o combate à extrema direita
Cíntia Dias abriu mão de concorrer ao governo do Estdo. Foto: Divulgação
Cíntia Dias abriu mão de concorrer ao governo do Estdo. Foto: Divulgação

A presidente do PSOL , Cíntia Dias, foi indicada como candidata ao Federal pela Federação PSOL/Rede, neste domingo (2). A indicação ocorreu durante a convenção da Federação PSOL/Rede, realizada na sede do Sinjufego, em Goiânia. A decisão marca a consolidação de uma frente ampla progressista em Goiás, composta por sete legendas: PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede, PDT e PSB.

Para viabilizar a união, Cíntia Dias abriu mão de sua pré-candidatura ao governo de Goiás. Com esse movimento, a federação passa a integrar a chapa majoritária que apoia o ex-deputado Luis Cesar Bueno (PT) para o governo e Carlos Mundim (PDT) como vice, visando criar um palanque robusto para o presidente em território goiano.

Representatividade e resistência

Cientista social e líder classista, Cíntia Dias traz o capital político de quem já disputou o governo estadual em 2022, ocasião em que obteve cerca de 20 mil votos. Em seu discurso, ela destacou a importância de reafirmar a identidade política da região. “É uma prova de que Goiás é um estado progressista. Nós existimos aqui, somos resistência e a potência desse estado. Não é o Agronegócio que move nossa Economia. São os trabalhadores que estão na indústria, no agro, nas empresas, no mercado de trabalho”.

A candidata enfatizou que a união partidária é uma estratégia direta contra o cenário político atual. “Nós integramos uma chapa forte, um palanque forte para o presidente Lula e contra a a extrema direita. É isso que a união entre os partidos da frente democrática, que enfrenta o bolsonarismo todo retrocesso que estes políticos representam”, afirmou.

Bandeiras de campanha: Fim da escala 6×1

Como postulante ao Senado, Cíntia reiterou que sua atuação será voltada para grupos historicamente sub-representados, como negras, a comunidade LGBTQIAPN+ e a juventude periférica. “Nosso compromisso é por legislar para quem precisa. Para apresentar nossos nomes, mostrar que nós existirmos, vamos mudar a realidade destes trabalhadores”, defendeu.

Uma das propostas centrais de sua plataforma será a reforma da jornada de trabalho. A candidata assumiu o compromisso de lutar pela extinção da escala 6×1 em favor de um modelo mais equilibrado. “A nossa luta é pelo futuro da classe trabalhadora. É para reduzir a escala de trabalho de 6×1 para 5×2, para darmos mais condições de lazer a todos. É inadmissível a quantidade de horário de trabalho que vivemos hoje e só não foi aprovado, ainda, porque há deputados e senadores que não estão comprometidos com a classe trabalhadora”, discursou.

Próximas definições

Embora a indicação de Cíntia Dias já tenha o aval da Federação PSOL/Rede, o nome ainda passará pela validação final da coligação completa dos sete partidos antes do registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral ().

A chapa também conta com a indicação de Patrick de Noronha (Rede) para uma das suplências, enquanto as demais vagas de suplente serão decididas em deliberações posteriores entre as siglas aliadas. Nomes como Isaura Lemos (PSB) e Aldo Arantes (PCdoB) também figuram como pré-candidatos dentro da articulação da frente democrática.


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