25 de julho de 2024
Tempo

Ciclone extratropical de baixo risco se aproxima do Rio Grande do Sul

Sistema se desenvolve na região do Rio da Prata e não representa ameaça significativa para o estado, ventos podem chegar até 70 km/h.
Ventos de 60 a 70 km/h (Foto: Reprodução)
Ventos de 60 a 70 km/h (Foto: Reprodução)

Um ciclone extratropical vai influenciar as condições do tempo no Rio Grande do Sul pela quarta vez em 60 dias entre essa quarta (26) e a quinta-feira (27). Diferentemente dos episódios graves ocorridos em junho e na segunda semana de julho, o ciclone se forma na região do Rio da Prata e seguirá em direção Sudeste, afastando-se rapidamente do continente.

De acordo com especialistas da MetSul, o caminho projetado para este sistema é muito diferente dos ciclones anteriores que causaram danos severos e resultaram na perda de 24 vidas. O ciclone atual terá sua formação próxima ao litoral do Uruguai, centenas de quilômetros ao Sul do estado brasileiro, diminuindo consideravelmente o risco de impacto significativo.

Embora o sistema deva trazer chuvas e ventos para o estado gaúcho, a previsão é de que a severidade seja significativamente menor em comparação com os eventos anteriores.

Os dados analisados pela MetSul não indicam cenário de maior preocupação, com chuvas dentro da média e ventos moderados, não apresentando ameaça de causar danos significativos. Algumas cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina devem receber rajadas de vento de 60 a 75 Km/h.

O único risco percebido é a possibilidade muito isolada de temporais com ventos fortes na Metade Norte do estado durante a passagem da frente, mas mesmo esse risco é considerado marginal. O vento gerado pelo ciclone também será fraco a ocasionalmente moderado na maioria das cidades gaúchas, com rajadas mais fortes previstas para o Litoral Sul.

A MetSul explica que é importante destacar que, em situações de risco elevado, a comunicação de alertas e periculosidade é fundamental para a conscientização da população. No entanto, quando a ameaça é de baixo risco, como é o caso atual, é necessário comunicar claramente essa condição, a fim de evitar descrédito nas previsões e garantir que a população esteja bem informada para lidar com situações futuras que possam ser verdadeiramente perigosas.


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