11 de julho de 2026
VIOLÊNCIA • atualizado em 25/06/2026 às 12:40

Caso Maria revolta Pirenópolis: população protesta contra empresário suspeito de espancar moradora de rua

Manifestação cobra justiça após prisão de empresário acusado de agredir moradora em situação de rua conhecida na cidade histórica
Moradores foram às ruas em protesto exigindo punição - Fotomontagem reprodução redes sociais
Moradores foram às ruas em protesto exigindo punição - Fotomontagem reprodução redes sociais

Moradores e comerciantes de Pirenópolis fizeram uma manifestação na noite de quarta-feira (24) contra a violência sofrida por Maria, uma moradora em situação de rua conhecida e querida por muitos da cidade. Na quarta, a Polícia Civil prendeu o empresário Orion Dix Paranhos, apontado como o autor das agressões que deixaram a mulher em estado grave no hospital. Maria teve hemorragia abdominal e passou por cirurgia no Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana). Ela perdeu o baço.

A vítima foi espancada brutalmente com chutes enquanto dormia em uma sombra. Orion é dono de três restaurantes na turística Rua do Lazer, onde os manifestantes percorreram com cartazes e palavras de ordem pedindo punição e chamando a agressão de covardia.

Maria é muito conhecida em Pirenópolis. Com 49 anos, está em situação de rua e convive harmoniosamente com as pessoas. Já até apareceu com suas vestes simples em vídeos nas redes sociais cantando de improviso, junto com artistas que se apresentam nos bares da cidade e permitem a participação dela.

As agressões foram filmadas por uma pessoa e também há uma testemunha dos atos atribuídos ao empresário, que chegou a negar que é ele quem aparece nas imagens. A testemunha afirmou que ele estava bravo porque uma tampa de fossa foi quebrada e atribuiu o fato a Maria, resolvendo o assunto à base de pontapés.

Autação e defesa

A Polícia avalia que o empresário pode ser autuado por lesão grave, podendo evoluir e agravar conforme o quadro de saúde da vítima. Além disso, ele causou dano, jogando óleo nos pertences da moradora de rua.

Segundo a Tv Anhanguera, o empresário já responde pela Lei Maria da Penha, por dano a patrimônio, ameaça e perturbação do sossego público. Jonas Batista, que faz a defesa de Orion disse à tv que a prisão do cliente foi  injusta, defendendo o “princípio do contraditório”.


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