Um casal foi preso nesta terça-feira (23) no setor Marista transportando mais de R$ 800 mil em moeda corrente dentro de uma mochila que era levada em uma caminhonete. Como não souberam explicar claramente a origem e o destino do dinheiro, o homem e a mulher foram levados por equipes da Polícia Militar para a Superintendência Regional da Polícia Federal. A defesa nega qualquer irregularidade e diz que o saque cumpriu toda a regulamentação brasileira (leia a nota na íntegra abaixo).
A PM informou que o flagrante ocorreu após troca de informações com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO). A mulher já possui antecedentes por crimes contra o sistema financeiro nacional.
A movimentação da elevada quantia chamou a atenção das autoridades e a equipe de inteligência do Batalhão de Operações Especiais e uma equipe do 7º BPM fizeram o flagrante.
O dinheiro estava separado em notas de R$ 50, R$ 100 e R$ 200. O valor foi apreendido e entregue à PF para onde o casal também foi conduzido. A suspeita é de lavagem de dinheiro.
O rapaz chegou a afirmar que o dinheiro seria deixado em uma empresa e depois os dois viajariam para as festas de final de ano em Alexânia, no entorno do Distrito Federal, mas, segundo divulgou a PM, a origem dos valores sacados não foi explicada.
Segundo a defesa do casal, “não há qualquer ilicitude quanto à origem dos recursos” que “foram sacados cumprindo rigorosamente todos os procedimentos exigidos pelo sistema financeiro brasileiro”. A nota afirma ainda que “é um absurdo falar-se em qualquer tipo de crime detectado, uma ilação tentada com intuito de levantar suspeitas sobre uma empresa que atua dentro da total legalidade há quase três décadas.”
Leia a nota da defesa na íntegra:
A respeito da ação policial realizada no dia 22/12 e divulgada pela imprensa, cumpre ressaltar que não há qualquer ilicitude quanto à origem dos recursos sacados em espécie. A defesa das pessoas física e jurídica citadas prontamente apresentou esclarecimentos que comprovam e segue atuante para dirimir eventuais dúvidas e demonstrar a origem lícita dos recursos que foram sacados cumprindo rigorosamente todos os procedimentos exigidos pelo sistema financeiro brasileiro.
Os valores foram pagos à empresa por serviços prestados ao setor privado, conforme previsto em contrato, de forma legal e documentada. Portanto, não há que se falar em qualquer tipo de ilegalidade no caso. É um absurdo falar-se em qualquer tipo de crime detectado, uma ilação tentada com intuito de levantar suspeitas sobre uma empresa que atua dentro da total legalidade há quase três décadas.
Acreditamos que, respeitado o devido processo legal, as próprias autoridades policiais e a Justiça darão por encerradas as apurações e afastarão quaisquer dúvidas que tenham sido levantadas.
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