24 de maio de 2022
Lênia Soares

Campanha virtual não interfere na margem de erro

A campanha eleitoral já começou. As redes sociais estão agitadas, as páginas lotadas com propagandas políticas e os debates cada vez mais intensos… Só que não. O resultado desta movimentação não alcançou 2% da população, e apresenta estagnação no posicionamento político, se comparado aos estudos realizados em julho passado.

A única conclusão evidente da pesquisa Serpes/O Popular, divulgada nesta segunda-feira, 13, é a de que o mundo virtual, em Goiânia, ainda engloba uma minoria que não está formando tantas opiniões como divulgam por aí. Os candidatos vão precisar de mais ação e menos retórica para garantir a prefeitura da Capital.

Os números devem servir de alerta para os prefeitáveis. Não foi positivo para ninguém. Ao que segue na liderança, é hora de consolidar. 33% dos votos é garantia ‘apenas’ de segundo turno. As segunda e terceira posições estão sujeitas a alterações repentinas. Aos que aparecem na lanterna, é preciso entrar no jogo ou não haverá mais tempo.

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As variações nas intenções de voto foram mínimas e a descrença com o processo eleitoral, claro. Paulo Garcia (PT) lidera com 33,6% na pesquisa estimulada. Em segundo lugar, com 23%, estão os que não sabem em quem votar.

Isaura Lemos (PC do B) ocupa a segunda posição entre os candidatos, com porcentagem menor do que a que aponta o número de eleitores que não votariam em ninguém. Ou seja, o ranking real revela o atual prefeito em primeiro lugar (33,6%), os perdidos no processo eleitoral em segundo (23%) e os indignados com a falta de opção com credibilidade em terceiro (18%).

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Isaura e Jovair Arantes (PTB, e que tem 7%) se encaixariam em quarto e quinto lugar, respectivamente. Na sequência, estão Elias Júnior (PMN) com 5,8%, Professor Pantaleão (PSOL) e Simeyzon Silveira (PSC), com 1,7%, José Netho (PPL) com 1% e Rubens Donizzetti (PSTU) com 0,3%.

Se as eleições municipais fossem hoje, o maior vencedor seria, sem sombra de dúvidas, o descrédito da população. Para os que acreditaram que o escândalo Cachoeira não respingaria no processo municipal, ledo engano. A população se desmotivou de vez. Será preciso uma campanha muito bem feita para retomar a confiança do eleitor. Uma campanha mais próxima. Mais ao estilo Iris Rezende (PMDB) que Marconi Perillo (PSDB). 

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