A coligação do presidente Luiz Inácio Lula (PT) da Silva protocolou uma ação na Justiça Eleitoral contra o oponente Flávio Bolsonaro (PL), pedindo a cassação do registro do candidato à Presidência do PL e a inelegibilidade do adversário. O pedido foi protocolado no sábado (29).
Campanha de Lula acusa Flávio de “showmício” em Barretos
A campanha de Lula cita como irregular a presença de Flávio Bolsonaro no palco da Festa do Peão de Barretos, no interior de São Paulo. Durante o evento, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), chamou o bolsonarista no palco, e a chapa do petista considera que foi caracterizado um “showmício disfarçado”, além de um caso de “financiamento empresarial indevido.”
Flávio aproveitou a participação para pedir votos a quem estava presente. Ele se declarou “futuro presidente do Brasil” e apresentou promessas relacionadas ao agronegócio e às famílias brasileiras.
Petistas alegam doação indireta de empresas
Para os advogados da campanha de Lula, ao utilizar uma estrutura profissional de grande porte e financiada por empresas privadas, o discurso de Flávio configura uma doação indireta.
“O abuso é patente, portanto, não só pelo tamanho do evento, como também pela utilização de estrutura custeada por pessoa jurídica, a caracterizar doação indireta de fonte vedada”, diz a coligação.
Ação afirma que participação foi ato político planejado
A chapa ainda argumenta que a presença de Flávio no palco da festa não foi uma “manifestação espontânea”, mas um ato político “previamente organizado e coordenado, inserido deliberadamente na programação do evento.”
Campanha de Lula chama evento de comício eleitoral
A representação do petista afirma: “Houve a transformação do que seria um evento cultural, artístico e esportivo em um verdadeiro comício eleitoral em favor dos Representados Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar. O eleitor que comprou um ingresso para assistir a shows artísticos foi surpreendido com um verdadeiro ato de campanha eleitoral durante o intervalo. Não houve somente o desvirtuamento de um show em comício, mas também ato de campanha em bem de uso comum cuja veiculação de propaganda é terminantemente proibida”.
A campanha de Flávio Bolsonaro ainda não comentou.
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