Diante do aumento expressivo dos casos de dengue em Caldas Novas, no sul de Goiás, o prefeito Kleber Marra (MDB) decretou situação de calamidade pública no município pelo período de 90 dias. O decreto foi publicado na terça-feira (13) e reconhece oficialmente a existência de uma epidemia de dengue, além do risco de disseminação de outras arboviroses, como a chikungunya.
De acordo com o chefe do Executivo municipal, o prazo poderá ser prorrogado conforme a evolução do cenário epidemiológico. Levantamento divulgado pela própria prefeitura aponta que, apenas nos primeiros dias de 2026, Caldas Novas já registrou 87 casos suspeitos de dengue e 36 casos suspeitos de chikungunya. Segundo a administração municipal, os números representam um crescimento exponencial e atípico em comparação com o mesmo período de anos anteriores.
A superlotação do Hospital e Maternidade Nossa Senhora Aparecida é um dos principais fatores que embasaram a decisão. A unidade enfrenta sobrecarga nos atendimentos em razão da alta demanda de pacientes com sintomas das arboviroses, o que tem pressionado os serviços de saúde do município, especialmente em uma cidade que é um dos principais destinos turísticos do estado.
Com a decretação da calamidade pública, a prefeitura fica autorizada a adotar medidas emergenciais para o enfrentamento da epidemia. Entre as ações previstas estão a aquisição imediata de insumos, medicamentos e materiais de uso individual, além da contratação temporária de serviços essenciais, com possibilidade de dispensa de licitação, em função da urgência e da caracterização da situação de calamidade.
O decreto também prevê a convocação de servidores municipais para a realização de horas extras, mutirões e ações de campo, com foco no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus, além do reforço no atendimento à população. A administração municipal reforça a importância da colaboração dos moradores na eliminação de focos do mosquito, como forma de conter o avanço da epidemia no município.
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